sexta-feira, 18 de maio de 2018

Enquanto eu brinco... um dia só é pouco!

Por Jozimeire Stocco

Quando observamos as nossas crianças percebemos o quanto elas gostam de brincar. Brincam com os brinquedos, transformam objetos em brinquedos, conseguem enxergar possibilidades em tudo para interagir com as pessoas e com o meio onde vivem.

Dia Mundial do Brincar  é celebrado em 28 de maio | Foto: Reprodução
Brincar é imprescindível para elas, pois é assim que fazem descobertas, percebem o mundo, aprendem e se desenvolvem socialmente, cognitivamente, emocionalmente e fisicamente.
Em 2018, entre os dias 20 e 28 de maio, acontecerá a Semana Mundial do Brincar cujo tema é “Vem brincar de Corpo e Alma”. Uma semana para destacar para a sociedade a importância do brincar na primeira infância.

Você já ouviu falar sobre a Semana Mundial do Brincar?
A ideia de criar um Dia Mundial do Brincar (28 de maio) foi na 8ª Conferência Internacional de Ludotecas em Tóquio, no ano 1999. De lá para cá se estendeu para a Semana Mundial do Brincar dada a relevância dessa atividade infantil. Em 2018, as brincadeiras voltadas ao corpo e a alma têm relação com o brincar livre, aquele escolhido pela criança, dela estar inteira no momento em que vivencia as brincadeiras.

É uma proposta da Aliança pela Infância, um movimento internacional para uma infância digna e saudável, para que a criança viva essa fase da vida em sua plenitude. De um modo geral, a atuação dos membros é voluntária. No Brasil estão espalhados 32 núcleos que com autonomia atuam e observam a Carta de Princípios, a fim de elaborar conhecimentos e propostas relacionadas ao brincar. A Aliança procura inspirar ações que foquem o que denomina do ABCD da criança-aprender-brincar-comer e dormir para que esses direitos sejam garantidos e preservados.

O que fazer nessa semana?
Criança que brinca é criança que desenvolve suas potencialidades. É no contato com as pessoas, com os elementos da natureza e objetos, que ela pode ver como as coisas funcionam e observar as transformações dos elementos naturais, como, por exemplo, quando está a brincar num parque e mistura areia com água. O que ela vê? O que ela sente ao tocar nessa areia? São sensações e descobertas únicas que precisam ser asseguradas. É imprescindível que nos diversos segmentos sociais, principalmente na família e na escola, os momentos de brincar e se divertir de corpo e alma, estar inteira no instante em que brinca, sendo dona do espaço onde brinca e escolhendo o quanto brinca, sejam garantidos.

Será que é possível?
Essa resposta vai depender do quanto podemos ou queremos nos dedicar às crianças. No dia a dia, nós adultos, temos tanto a fazer… Nossas agendas estão sempre repletas de compromissos que, às vezes, não conseguimos tempo para dar atenção ao outro, mas é preciso repensar em nossas prioridades e organizarmos a rotina a fim de que os vínculos afetivos sejam fortalecidos. Nossas obrigações diárias são importantes, mas estar perto dos nossos filhos e demonstrar afeto, cuidado e atenção também. Por esse motivo, vamos nos propor a refletir se quando estamos com eles, de fato estamos com eles ou se estamos dividindo essa atenção. A razão disso é que enquanto são crianças e jovens e estão em pleno desenvolvimento, podemos deixar as marcas de quem deseja estar junto e vivenciar momentos inesquecíveis para que eles se desenvolvam de maneira saudável. Se tivermos tempo para eles, consequentemente aprenderão a dar tempo para o que é importante: as pessoas.

Alguma ideia?
Minha sugestão é que brinque junto, pois brincando juntos todos ganham.
Ofereça espaços e oportunidades para o brincar. Faça uma viagem imaginária ao seu tempo de criança e pense o que mais lhe agradava: correr, saltar, dançar, esconder-se, brincar com água, pular corda, fazer comidinhas, escorregar, dançar, subir na árvore, estar na praia, no campo, nos parques, trocar figurinhas, preencher um álbum, ouvir histórias, brincar de faz de conta, brincadeiras de roda, escalar objetos, jogar, fazer pipas, bonecos com meias que não servem mais para o uso, dobraduras como um barquinho de papel, brincar na chuva…

Que tal um resgate das suas memórias? Que tal reinventar algumas brincadeiras, adaptando-as aos novos tempos e espaços? Que tal conhecer um parque aberto no bairro ou na cidade? E, se não tiver parques ou playgrounds, que tal juntar a turminha de amigos dos filhos e promover momentos em que possam entregar-se ao brincar de corpo e alma?

Lembre que enquanto a criança brinca ela tem assegurado o seu direito de ter tempo para ser criança, para inventar, criar e soltar a imaginação. Por meio do corpo ela fala as mais diversas linguagens, expressa o que sente, o que percebe, como vê o mundo e o seu entorno, relaciona-se.
Então, dada a importância do brincar, sugiro que tente inspirar brincadeiras e em alguns instantes resgate a criança que está adormecida em seu interior.

As opções para brincar são inúmeras e as oportunidades precisam acontecer com os amigos e com você.

* Jozimeire Stocco é pós-doutoranda em Educação pela PUC/SP, doutora em Educação pela PUC/SP, especialista em educação infantil.


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Uso desenfreado da tecnologia causa doenças

Da redação

O ambiente de trabalho da maioria das pessoas tem algo em comum com o familiar e de lazer: todos são conectados. Atualmente, a tecnologia é o principal recurso para as atividades do cotidiano, pois aproxima as pessoas e otimiza o tempo. Mas, o uso desenfreado da internet causa dependência das ferramentas tecnológicas  e traz prejuízos para a saúde, inclusive, doenças.

Cerca de 70% dos usuários assíduos já sentiram o aparelho de celular vibrar ou tocar, sem  ter recebido notificações ou ligações | Foto: reprodução   
Ansiedade, estresse, irritabilidade e alteração do apetite são alguns dos sintomas do uso inadequado das ferramentas digitais.  Ao serem ignorados, os sinais podem desencadear uma série de doenças críticas.

Para alertar os heavy users (usuários pesados – tradução livre do inglês para o português), o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) listou as seis principais patologias que estão com presença de peso no mundo contemporâneo por conta do abuso tecnológico. Confira a relação abaixo:

Síndrome do Toque Fantasma
Um dos primeiros a trabalhar a temática foi o professor aposentado e ex-presidente do Departamento de Psicologia da Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, Larry Rosen. No livro iDisorder o especialista mostra que 70% dos usuários assíduos já sentiram o aparelho de celular vibrar ou tocar sem  ter recebido notificações ou ligações.

Nomofobia
O termo foi utilizado pela primeira vez em 2008 em um artigo do UK Post Office para abreviar a expressão inglesa “no-mobile”. Em português a expressão significa a ansiedade causa pelo distanciamento do celular ou devido à falta de bateria do aparelho. As consequências da patologia são problemas de interação social e dificuldades de se comunicar em público.

Depressão
A depressão por conta das redes sociais acontece quando o usuário deposita a sua realização pessoal no número de curtidas e quantidade de comentários recebidos nas publicações. Recentemente, uma pesquisa publicada na revista Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking comprova essa relação.

Problemas na Coluna
O ato de inclinar a cabeça para mexer no celular pode colocar uma carga muito além da suportada pelo pescoço do usuário. Um estudo publicado pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos revelou que a coluna cervical aguenta no máximo seis quilos. Porém, dependendo do posicionamento do pescoço para interagir com os dispositivos eletrônicos, é aplicada uma carga de até 27 quilos.

Perda Auditiva
A interferência dos fones de ouvido em casos de perda auditiva é acontece cada vez mais devido a alta frequência utilizada pelos usuários. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado no qual metade dos jovens ao redor do mundo escutam músicas em volumes prejudiciais aos tímpanos.

Insônia
O pensamento coletivo de que o uso de forma despretensiosa de aparelhos eletrônicos faz a vontade de dormir aparecer mais rápido é mito, pois a luz emitida pelos dispositivos faz com que o organismo produza menos melatonina – hormônio responsável pela regulação do sono. 

Neste contexto, José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching, dá dicas para evitar cair no uso exagerado da tecnologia. “Vale lembrar que o equilíbrio na rotina é a chave para preservar a qualidade de vida. Para não alimentar o vício, é importante descobrir os seus reais talentos e desenvolver a inteligência emocional fora da internet. Uma sugestão que pode ser seguida é diminuir o uso das tecnologias em casa. Deixe você e os dispositivos descansarem. Portanto, não leve trabalho para depois do expediente, priorize as interações offline, não faça refeições com aparelhos próximos, desligue ou deixe o celular no modo avião no momento de dormir. Por último, caso não consiga amenizar a frequência, procure a ajuda de um profissional”, pontua.



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Baby blues: a tristeza materna no pós-parto

Da redação

O nascimento de um bebê pode desencadear emoções ambíguas, que caminham da expressão da alegria ao medo e ansiedade. Também conhecido como tristeza materna, o baby blues atinge até 60% das mães, e acontece nos primeiros dias que seguem o parto, podendo durar até duas semanas.

O baby blues passa com o tempo, já a depressão precisa ser tratada | Foto: reprodução

De acordo com a psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade Univeritas/UNG, Silvia Sueli de Souza Maia, a maior diferença entre depressão pós-parto e baby blues é que o baby blues passa com o tempo, já a depressão precisa ser tratada.

"Muitas mães passam pelo baby blues, também chamada de tristeza materna, que ocorre após o parto e que, geralmente, inclui mudanças de humor, episódios de choro, ansiedade e dificuldade em dormir", explica.


Quais são os sintomas de baby blues?
Os sintomas de baby blues podem incluir: mudanças de humor, ansiedade, tristeza, irritabilidade, sensação de cansaço e exaustão, choro fácil, concentração reduzida, problemas de apetite, além de dificuldades para dormir.

Existe tratamento para o baby blues?
Além do fator hormonal, este é um período em que ocorrem grandes mudanças com a chegada do bebê como rotina, sono, alimentação e nos papéis familiares. A dedicação e tempo com o filho são intensos. A amamentação e os cuidados com o bebê tomam grande parte do dia da mãe. Esses fatos conduzem a mulher a um estado emocional de introspecção e regressão. Não se evidencia a necessidade de um tratamento intensificado, mas é de suma importância o apoio do pai e da família. Assim, os hormônios se regulam, uma nova rotina se instaura e o baby blues tende a se destituir num prazo de duas a três semanas. Neste contexto, preservam-se as demandas do bebê e a mãe constrói a maternidade.

Quanto tempo geralmente o baby blues dura? 
Os sinais do baby blues, geralmente, duram de apenas alguns dias a uma semana ou duas depois do nascimento do bebê.

O baby blues pode aparecer antes de o bebê nascer?
O baby blues se caracteriza por um estado regressivo e melancólico, em que a mulher, muitas vezes, surge emotiva, insegura, além de apresentar choro contínuo, sem motivos. Geralmente, está ligado às mudanças hormonais e ocorre três ou quatro dias depois do parto, quando a produção do leite inicia.

Quais as causas do baby blues?
A condição psicológica, embora não seja a única causa, pode interferir no surgimento do baby blues, deixando a mãe mais vulnerável. A mulher necessita apresentar uma tendência biológica, que pode ser caracterizada por uma história prévia de depressão na família, ou até a própria mãe já ter desenvolvido a doença em outra etapa de sua vida. Por esse motivo, é importante observar se as gestantes já enfrentaram transtornos psiquiátricos ao longo da vida e conversar com o obstetra e buscar informação antes mesmo do bebê nascer.




terça-feira, 15 de maio de 2018

Centro Paula Souza tem exposição com fotos inéditas de Frida Kahlo

Da redação

Começou nesta terça-feira (15) a Exposição Frida & Diego - Fragmentos, realizada pelo Centro Paula Souza (CPS) em parceria com o Consulado-Geral do México em São Paulo. Inédita no Brasil, a mostra – que fica na sede do CPS, no Bairro Santa Ifigênia, em São Paulo - conta com 60 fotos que retratam a história de Frida Kahlo e seu marido, Diego Rivera.

Mostra fica em cartaz até 13 de julho | Foto: divulgação
As imagens ficarão em exibição no local até 13 de julho. A exposição gratuita pode ser visitada mediante agendamento prévio por e-mail inscricao.arinter@cps.sp.gov.br.

O evento de inauguração hoje (15) contou com as presenças da diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, do cônsul-adjunto do México em São Paulo, Luis Gerardo Hernández Madrigal, e do cônsul para Assuntos Culturais e Comunitários, Oscar Soberanes Benítez.

Já o CPS fica na Rua dos Andradas,140 - Santa Ifigênia. O horário de visitação é das 9h às 18h, de segunda a sexta.



Maio é o mês de conscientização sobre a asma

Da redação

Três pessoas morrem de asma por dia, segundo dados da ONG Gina no Brasil. são mais de 100 mil internações por ano, a quarta causa mais frequente de hospitalizações no sistema único de saúde (SUS). estima-se que 20 milhões de brasileiros convivam com a doença, metade deles sem saber. Então, para alertar sobre esse problema de saúde pública, na primeira terça-feira de maio foi instituído o Dia Mundial da Asma, data que deu início ao mês para a conscientização sobre a doença.

Embora não exista cura para a asma, existem tratamentos que trazem qualidade de vida aos pacientes | Foto: reprodução
Considerada uma doença crônica, de gravidade variável e alta prevalência, a asma é resultado da inflamação dos brônquios, que são as estruturas que levam o ar para o pulmão. Por causa do processo inflamatório a passagem de ar é obstruída, o que acarreta em quadros de chiado no peito, falta de ar, tosse e sensação de aperto no peito, de acordo com o pneumologista Rafael Stelmach, coordenador da Iniciativa Global Contra a Asma – Gina no Brasil.

 “É muito importante que o paciente conheça sua doença e seus sintomas, e divida esse conhecimento com as pessoas que convivem com ele. Dessa forma, todos ajudam a diminuir o seu sofrimento. O apoio, estímulo e incentivo da família é fundamental para a manutenção do tratamento, evitando riscos desnecessários e perdas na qualidade de vida”, explica Stelmach.

Crises e gatilhos mais comuns 
A asma é uma doença hereditária e, na maioria das vezes, de ordem alérgica, ou seja, é desencadeada por substâncias causadoras de alergia ao paciente. Os mais comuns são ácaros, mofo, pelos de animais, tabaco, pólem e poluição ambiental, mas alimentos, corantes, conservantes, medicamentos e variações bruscas de temperatura também podem desencadear o problema.

Mesmo em tratamento e com controle da doença, o paciente não está livre de ter uma crise. “Crise é a situação onde os sintomas se tornam mais fortes e agudos. Muita falta de ar e chiado, além de fortes apertos no peito caracterizam essa fase. É importante saber a gravidade da crise e entender quando se está em risco. Se os sintomas persistem por longo período e não regridem com uso de medicação, é hora de procurar atendimento médico,” esclarece o pneumologista.

Prevenir é o melhor remédio
Embora não exista cura para a asma, existem tratamentos –  tanto para controle da doença, quanto para resgate de crises – que trazem qualidade de vida e permitem ao paciente manter uma rotina normal, incluindo até mesmo a prática de atividades físicas.



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Alguns alimentos auxiliam mulheres que querem adiar o sonho de ser mãe

Da redação

Os alimentos influenciam diretamente a nossa saúde e bem-estar. Além disso, a alimentação é capaz de coordenar e até preservar a fertilidade. Para casais que estão planejando engravidar tardiamente – após os 40 anos – alguns alimentos são indicados para tornar a concepção mais fácil de ser alcançada, de acordo com a médica nutróloga Ana Luisa Vilela, da capital paulista.

 “Alguns minerais ajudam muito na regulação e na produção de hormônios sexuais. Por isso, quem deseja engravidar mais tarde, deve inclui-los no cardápio para manter a fertilidade alta”, diz a médica.
Ana Luisa comenta que muitas mulheres estão deixando para engravidar depois de alcançarem a estabilidade profissional, mas muitas podem ter dificuldades para conceber. Confira abaixo alguns dos principais alimentos para conseguir engravidar.

Zinco: essencial na produção de hormônios sexuais masculinos e femininos, pode ser encontrado na aveia, gema de ovo, ostras, carne vermelha, no centeio e nas frutas secas.

Vitaminas e B6: para potencializar os efeitos dos hormônios e fortalecer óvulos e espermatozoides. Estão presentes na banana, brócolis, na couve-flor e na semente de girassol.

Ácidos graxos (ômegas 3 e 6): são antioxidantes poderosos que ajudam o metabolismo hormonal. Estão em peixes de água fria, como atum e salmão, castanhas, linhaça e chia.

“O ideal, para quem quer manter a fertilidade em ordem, é consumir cinco porções de frutas por dia e evitar carboidratos refinados, açúcares e gorduras, além do excesso de cafeína. Os antioxidantes também são importantes para o crescimento e amadurecimento das células reprodutivas”, explica a nutróloga.

Também é importante aumentar a ingestão de alimentos ricos em ácido fólico (couve, espinafre e frutas cítricas), ferro (feijão, salsinha, carne vermelha), vitamina E (óleos vegetais), vitamina D (luz do sol, sardinha, gema de ovo, salmão), selênio (castanha-do-Pará) e zinco (ostras e frutos do mar).

“Uma alimentação que prioriza alimentos naturais e integrais é muito mais saudável para toda a vida e possibilita que o organismo se mantenha sempre preparado para a gestação. Além disso, ao cortar o excesso de sódio, gordura, carboidratos e açúcares, a saúde como um todo sai ganhando”, conclui Ana Luisa.



sexta-feira, 11 de maio de 2018

Dias das Mães: Cardiologista alerta para os cuidados com o coração

Da redação

Os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que as doenças cardiovasculares já são responsáveis por 30% das mortes de mulheres no mundo. São três mortes por segundo em consequência, principalmente, de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). O Brasil tem a maior taxa de mortalidade por cardiopatias em mulheres da América Latina e os números não param de crescer. O cardiologista Paulo Frange aponta o estresse que a mulher moderna se submete como um dos fatores agravantes para as doenças cardíacas.

Vida agitada e a ansiedade estão entre as principais causas das doenças cardíacas entre mulheres | Foto: Getty Images
"A mulher está mais presente no mercado de trabalho, mas continua tendo a maior parte da responsabilidade sobre as tarefas de casa. Ela vive pressionada e ansiosa para dar conta de tantas atividades e isso tem reflexo direto na sua saúde. Se ela já traz um histórico de cardiopatia, a tendência é que esses fatores externos agravem o quadro clínico", explica Frange.

Um levantamento recente feito pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) com mulheres de várias regiões do País apontou que 55% das entrevistadas trabalhavam pelo menos oito horas por dia, costumavam enfrentar o trânsito nos deslocamentos para o trabalho e ainda faziam dupla jornada para cuidar das rotinas da casa, assim, 70% delas disseram que sofrem com o estresse diário. 

A situação é mais preocupante entre as grávidas, pois é um momento no qual as emoções ficam ainda mais fortes e a mãe precisa se proteger e proteger o filho. "Essa condição externa faz com que a mulher possa apresentar sintomas como falta de apetite, insônia e enfraquecimento no sistema imunológico. O estresse libera hormônios que contraem o útero e diminuem a vasodilatação, ou seja, a mãe não consegue levar mais nutrientes para o bebê, isso de forma inconsciente. A digestão da mãe é pior e a absorção de nutrientes é ruim aumentando os riscos de hipertensão e infecções", explica o médico.

Frange acrescenta que a gestante pode sofrer mais com problemas respiratórios. Além disso, há um aumento das chances de parto prematuro, maior resistência à insulina, maior risco de obesidade e aumento do risco de doenças cardíacas, alterações cerebrais e o filho pode ter baixo peso ao nascer. Então, na gestão é essencial que a grávida consiga descansar, cuidar da alimentação e relaxar.



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