terça-feira, 6 de agosto de 2019

Fórum voltado à igualdade racial acontece nesta quinta-feira

Redação

Nesta quinta-feira (08), o Memorial da América Latina, em São Paulo, sedia a quarta edição do Fórum Sim à Igualdade Racial, maior evento gratuito de conexão entre profissionais negros da América Latina. Organizado pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), o evento espera receber mais de mil profissionais, das 12h às 22h, em uma programação que reunirá diversas personalidades.

Licínio Januário e Sol Menezzes são os apresentadores desta 4ª edição do Fórum Sim à Igualdade Racial | Fotos: divulgação 

A diretora-executiva do ID_BR e organizadora do evento, Luana Génot, explica o mote do evento. “Esperamos que essa seja uma oportunidade efetiva de conexão entre profissionais negros e empresas. Investir em igualdade racial é mais do que uma tendência, além de ser respaldado por Lei, é lucrativo para os negócios e tem sido parte de estratégia de crescimento e inovação para muitas empresas. Com os últimos acontecimentos as empresas estão ficando atentas seja pelo amor ou pela dor”, afirma.

Entre os nomes confirmados da programação estão: o chef João Diamante, Konrad Dantas, da KondZilla; Camila Farani, do Shark Tank Brasil; a atriz Juliana Alves, o comediante Yuri Marçal, além de executivos como Daniela Falcão, diretora das Edições Globo Condé Nast; Dênis Caldeira, diretor de negócios para pequenas empresas para a América Latina no Facebook e Hamilton Amadeo, CEO da Aegea, empresa de saneamento que tem o maior programa de Igualdade Racial do País.

Com o casal de atores Sol Menezzes e Licínio Januário como mestres de cerimônia, o Fórum trará na seção “Oráculo” diferentes histórias de superação e sucesso de importantes nomes do mercado, como Konrad Dantas, da Kondzilla; o chef João Diamante, a atriz Gabriela Loran e o comediante e influenciador Yuri Marçal.

“Eu estou muito ansioso, feliz e animado para o Fórum. Vamos trocar experiências com a galera, falando sobre a minha vivência, a carreira tão precoce e as coisas que já aconteceram em tão pouco tempo, nestes três anos. Vou falar também sobre a minha vivência enquanto pai, favelado. Quero muito estar trocando com o público e falar com o coração, buscando essa identificação da galera que vai me ouvir”, conta Marçal.

Já Diamante, atualmente chef de cozinha no espaço Na Minha Casa, no Rio de Janeiro, e jurado do programa Cozinheiros em Ação, do GNT, também falou sobre a expectativa para o Fórum. “Eu vou compartilhar um pouquinho da minha história de vida, dizendo como fiz para chegar até aqui, e vou aprender com grandes profissionais negros do nosso País. Será uma bela oportunidade para que haja bastante troca, networking e conhecimento de ambas as partes”, destaca.

Dividido em grandes painéis temáticos, o encontro terá o debate “Raça e Mercado de Trabalho”, com a participação de Luana Génot, Daniela Falcão, Eduardo Santos, CEO da EF Educations First, e Hamilton Amadeo.

“Vamos nos encontrar no Fórum Sim à Igualdade Racial de 2019 para trocar experiências que nos capacitam a acelerar o processo de resgate da dívida que a sociedade brasileira acumulou com as pessoas discriminadas.”, destaca Amadeo.

Já no painel “Educação Financeira: a melhor forma de utilizar o seu dinheiro” com Karine Bueno, head de sustentabilidade do Santander; Jackeline Busnello Vaz, gerente de diversidade e inclusão do Bradesco; Maira Machado, gerente de inclusão e empreendedorismo do Itaú e Bia Santos, CEO da Barkus Educaional, será destacado de que forma os grandes bancos do País estão pensando o combate da desigualdade racial, a partir do empoderamento econômico da população negra.

Entender onde estamos e para onde iremos politicamente é o que mudará a sociedade. De olho nesta consciência crítica, o Fórum Sim à Igualdade Racial coloca na roda de discussão a política do nosso País em “Pensando e movendo a política brasileira”. Raull Santiago, do coletivo Papo Reto; Samuel Emílio, bolsista do ID_BR; Tom Mendes, gerente do ID_BR e Renata Machado, coordenadora da Rádio Yandê, vão debater sobre o tema.

Tecnologia e inclusão é outro assunto que será contemplado no evento, haverá ainda apresentações artísticas como pocket shows da cantora e compositora Monique Brito e uma apresentação do Ballet Paraisópolis.

Entre as atividades disponíveis no dia, está ainda o “Trampa Comigo?”, uma parceria entre o ID_BR e a 99jobs.com, na qual mais de dez empresas farão um pitch de cerca de 1 minuto sobre o tema “igualdade racial na minha empresa”. Após a breve apresentação, um QR Code será exibido no telão para a plateia interessada poder acessar e se candidatar a uma vaga de trabalho na empresa que mais gostou.

Personalidade versus padrões de comportamento: mudar é preciso

*Por Tatiana Pimenta

Personalidade é algo que nasce com a gente ou é formada ao longo da vida? E nossos comportamentos, será que influenciam na personalidade? Ou são apenas a forma como aprendemos a viver e agir de acordo com o ambiente em que vivemos e com as pessoas com quem convivemos?

"Para mudar comportamentos nocivos, é preciso antes de tudo abandonar as crenças limitantes", avalia a CEO da Vittude, Tatiana Pimenta | Foto: divulgação 
Estas são questões um pouco complexas. Elas nos levam a pensar em como relutamos na mudança de certos comportamentos em defesa da nossa personalidade.

No entanto, um pode ser tanto a causa quanto a consequência do outro. Ou seja, nossa personalidade pode ditar a maioria dos comportamentos que temos. Além disso, são esses comportamentos, muitas vezes, que nos imprimem características que formam nossa personalidade.

Portanto, ambos podem ser mudados – ou moldados – para que possamos nos adaptar ao meio, conforme ele também muda.

Dessa forma, a mudança na personalidade é algo natural dos seres humanos. Ela acontece com o passar do tempo, conforme amadurecemos e vivenciamos novas experiências.

Assim sendo, mudar certos padrões de comportamento que influem negativamente a convivência com família, amigos, colegas de trabalho e parceiros românticos pode melhorar nossa dinâmica social e nossa qualidade de vida!


O que é personalidade e como ela é formada?
Falando de modo mais abrangente, a personalidade pode ser entendida como um padrão individual de comportamentos, pensamentos, sentimentos e valores de uma pessoa, que definem a forma como os outros a descrevem e como ela mesma se vê. Em geral, essas características são perenes, ou modificadas sutilmente ao longo de muito tempo.

Ou seja, personalidade pode ser descrita como o nosso "jeito de ser". Nossos hábitos e particularidades! O que nos distingue um dos outros, sendo organizada e constituída por características afetivas, cognitivas e também por nossas vontades.

Ao final do século XX, pesquisadores começaram a demonstrar que a personalidade de um indivíduo também é forte resultado da interação com o ambiente, e não apenas de características herdadas. Da mesma forma, o modo como encaramos episódios de nossa vida é determinado pela personalidade que se constituiu até o momento do fato.

Entre os estudos e teorias desenvolvidos, o mais aceito é o dos Cinco Grandes Fatores. Este modelo foi desenvolvido pelos americanos Robert McCrae e Paul T. Costa nos anos 1980 e, de maneira abrangente, conseguiu classificar traços da personalidade que foram reconhecidos por leigos e especialistas.

Personalidade e os elementos da teoria dos Cinco Grandes Fatores
O princípio desta teoria parte da premissa de que todos os aspectos que moldam a personalidade de um indivíduo estão concentrados e registrados na linguagem que usamos habitualmente para definir a nós mesmos ou aos outros.

Adjetivos como preguiçoso, extrovertido, calmo, bagunceiro, confiante, entre tantos outros, foram reunidos em grupos que formam os cinco grandes fatores:

1. Extroversão;

2. Neuroticismo;

3. Abertura a experiências;

4. Consciência;

5. Afabilidade.

Cada um desses aspectos formou, assim, um conjunto de diversos traços psicológicos (positivos e negativos) que ajudam a determinar um tipo de personalidade. Confira alguns exemplos:

1. Extroversão

Reservado x afetivo;

Insensível x passional;

Quieto x falante;

Tímido x sociável;

Discreto x alegre.

2. Neuroticismo

Tranquilo x tenso;

Seguro x inseguro;

Satisfeito x autopiedoso;

Constante x instável;

Racional x emocional.

3. Abertura

Conservador x liberal;

Realista x imaginativo;

Rotina x variedade;

Convencional x original;

Pouco curioso x curioso.

4. Afabilidade

Cruel x piedoso;

Rude x cortês;

Duvidoso x confiável;

Crítico x tolerante;

Mesquinho x generoso.

5. Consciência

Preguiçoso x trabalhador;

Negligente x responsável;

Acomodado x ambicioso;

Bagunceiro x organizado;

Atrasado x pontual.

Personalidade é algo singular
Analisando todos esses aspectos, podemos concluir que a personalidade é algo puramente singular, embora algumas pessoas apresentem características bastante semelhantes, que formam personalidades muito parecidas.

Todavia, cada indivíduo possui traços únicos em graus variados, adquirindo uma dinâmica própria e formando uma "mistura" que dá origem a determinados comportamentos característicos e repetitivos.

No entanto, não são raras às vezes que julgamos alguém de maneira precipitada e em razão de determinado comportamento. Isso ocorre porque, algumas vezes, certas atitudes isoladas criam uma personalidade pré-determinada, mas que diverge da realidade sobre aquela pessoa.

Ao mesmo tempo, reforçamos o entendimento que há em torno de que a personalidade é a impulsionadora de tais comportamentos, e não o contrário.

Padrões de comportamento nocivos e limitantes
Quem nunca se deparou com a prática de um comportamento que acabou gerando desconforto e problemas? E mesmo que, racionalmente, não concordemos com tais atitudes, muitas vezes acabamos agindo e nos comportando de forma equivocada e nociva.

Crises de ciúme infundadas, procrastinação, querer controlar tudo e todos, comer e beber em excesso, comprar sem necessidade... a lista é enorme! E nem que seja com apenas um deles, todos agimos de maneira nociva, seja a nós mesmos ou aos que estão próximos.

E por que isso acontece? Porque a maioria dos nossos comportamentos são determinados pelo inconsciente. Pode parecer estranho diante do fato de que somos seres racionais, mas quase sempre vivemos no "piloto automático" do inconsciente. E é nesse lugar, o inconsciente, que moram nossas emoções, sentimentos e até mesmo algumas crenças.

Por falar em crença, muito se tem ouvido sobre as crenças limitantes. E quase sempre são essas crenças, acompanhadas de sentimentos negativos, os principais geradores de comportamentos nocivos.

Personalidade vs. crenças limitantes
Podemos chamar de crenças as convicções e opiniões que resultam da forma como interpretamos as nossas experiências ao longo da vida. À partir do momento que adotamos um certo padrão de ideia e comportamento sobre determinada situação, temos formada uma crença.

Ou seja, padrões que tomamos como verdade, mas que podem ou não ser verdadeiros. Ao menos não totalmente. Mas que nos fazem crer em algo maior, em resultados benéficos, se essa crença for positiva, ou podem atrapalhar nossa vida, caso se trata de uma crença limitante.

Vejamos alguns exemplos de afirmações que geram as crenças limitantes:

1- falar sempre que não tem tempo para nada;

2- afirmar que não leva jeito para certas coisas;

3- dizer que não consegue se organizar;

4- acreditar que não é bom o suficiente no trabalho;

5- achar que as coisas estão difíceis porque o mundo está em crise;

6- ter mania de perfeição;

7- achar que não merece sucesso e recompensa;

8- acreditar que não tem mais idade para fazer o que tem vontade;

9- ter a ideia de que são os outros que precisam mudar.

10- achar que as coisas ruins acontecem por obra do destino e porque "sempre foi assim na família".

Porque influenciam nosso comportamento?
A partir da formação das crenças, acabamos determinando nossas atitudes, ainda que de maneira inconsciente, como já falamos. Dessa forma, não se pode dizer que são os fatores externos os responsáveis pelo que acontece na nossa vida, ao menos não 100% das vezes.

Assim, para mudar comportamentos nocivos, é preciso antes de tudo abandonar as crenças limitantes. É uma mudança interna: primeiro mudamos o pensamento, depois as ações.

No entanto, sabemos o quanto é difícil realizar essa mudança, ao passo que, quase sempre, desconhecemos nossas crenças e ignoramos nossos comportamentos nocivos, porque agimos "no piloto automático" do inconsciente.

Nessa hora, é fundamental procurar ajuda especializada, e nada melhor do que a psicoterapia para clarear nossa mente em busca de identificar os padrões que geram maus comportamentos.

Mudar, sim! Por que não?
É possível mudar certos padrões de comportamento sem afetar a personalidade? Esse é um questionamento muito comum, afinal, muita gente gosta de ser quem é – embora concorde que precisa melhorar em algo, modificar certas atitudes aqui e ali – e se sente mal com a ideia de que sua personalidade pode ser afetada, ainda que de forma sutil.

Por isso, mesmo que já tenha ficado claro ao longo do texto que a personalidade é algo naturalmente mutável, é necessário abrir um pouco mais a mente para nossas questões comportamentais, sem se ater tanto a "continuar sendo quem se é".

Entenda: uma pessoa jamais será alguém "sem personalidade" por decidir mudar suas atitudes e rever seus conceitos, principalmente se eles afetam suas relações e seu bem-estar.

Mudando os padrões
O primeiro passo a ser dado para quem já identificou a necessidade de mudar padrões de comportamento é saber quais crenças limitantes estão influenciando nessas atitudes.

Nesse momento, buscar o autoconhecimento é essencial, e para isso nada melhor do que fazer terapia. No entanto, com uma certa dose de disciplina e determinação é possível corrigir um comportamento nocivo a partir de práticas simples.

1- Depois de analisar qual comportamento precisa ser mudado e entender porque se está agindo dessa forma, é hora de definir quais objetivos e resultados se deseja com a mudança. Faça uma anotação com os benefícios que essa mudança trará para sua vida, a fim de visualizar e aumentar sua consciência sobre isso.

2- Use a criatividade e busque alternativas de comportamento que se oponham ao que está sendo feito de errado, e que levem aos resultados pretendidos.

3- Treine sua mente para agir de acordo com seus reais desejos e necessidades, encontrando novas estratégias para fugir do antigo padrão.

A partir da tomada de decisão sobre a mudança, tudo se tornará mais natural e esse processo será facilitado!

* Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude. É engenheira formada pela UEL com MBA executivo pelo Insper. Executiva com 15 anos de experiência profissional em empresas como Votorantim e Arauco do Brasil. Apaixonada por psicologia e comportamento humano, faz psicoterapia pessoal há 7 anos. Também é maratonista amadora, palestrante, leitora voraz e colunista de comportamento, inovação e empreendedorismo.

A leitura é o fio condutor do progresso

Por Guilherme Mendes, CEO da 12 Min

A comunicação é a habilidade mais importante do ser humano. Foi por causa dela que conseguimos sobreviver a ameaças selvagens, organizar grupos sociais, criar mitos e desenvolver sociedades complexas. Saber transmitir informações nos fez evoluir de esforçados caçadores para um povo capaz de curar doenças graves, lançar foguetes ao espaço e realizar feitos extraordinários.

"O baixo índice de leituras pode ter relação direta com as diversas crises que enfrentamos", avalia o CEO da 12 Min, Guilherme Mendes | Foto: divulgação 

Desde a invenção da prensa móvel, por Johannes Gutenberg, a leitura impulsionou a propagação do conhecimento e permitiu a livre circulação de ideias. De lá para cá, a comunicação passou por transformações profundas. O caminho percorrido das pinturas rupestres e pergaminhos até a produção massificada de livros e a internet foi fundamental para a nossa espécie.

Há muito tempo, o conhecimento não está mais limitado a um indivíduo ou pequeno grupo de pessoas e a nossa evolução depende disso. No entanto, o cenário nacional não parece tão positivo atualmente. A 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro, em 2016, apontou que o brasileiro lê apenas 2,43 livros por ano.

O baixo índice de leituras pode ter relação direta com as diversas crises que enfrentamos. O caminho desse ponto de partida até o empobrecimento dos debates e a falta de amadurecimento crítico parece uma linha reta. Culturalmente, não temos o costume de aprender por conta própria. A leitura e o aprendizado em geral, às vezes, parecem um fardo para a maioria das pessoas. Além disso, o hábito demanda tempo num mundo onde as rotinas são cada vez mais caóticas. O resultado dessa equação é que a prática fica em segundo plano, até mesmo para quem sabe de sua importância.

É nesse cenário que novas tecnologias podem solucionar uma das nossas maiores dores: a gestão de tempo. Os audiolivros, por exemplo, permitem aos usuários que "leiam" enquanto lavam a louça, fazem um trabalho mecânico ou no caminho para o escritório. Porém, mesmo nesta realidade, existe um volume muito grande de obras no mercado. O que, então, escolher para ler?

O 12 Min foi criado com este propósito. O aplicativo condensa, em áudio e texto, os pontos mais importantes dos mais importantes livros de não-ficção. Além de oferecer a possibilidade de adquirir um conhecimento novo em apenas 12 minutos, o aplicativo tem o objetivo de incentivar a leitura, ajudando o público a fazer uma curadoria assertiva do próximo livro a ser lido.

O futuro é promissor. A humanidade evoluiu e continuamos em progresso aparentemente ininterrupto e implacável. Porém, para alcançá-lo é necessário investir continuamente no nosso desenvolvimento, aprendendo a buscar conhecimento para desenvolver habilidades, ampliar nossa percepção sobre o mundo e a sociedade para, enfim, aplicar o aprendizado na prática e, efetivamente, fazer parte do progresso. É importante ter consciência de que o aprender e a transmitir conhecimento são essenciais para que isso aconteça.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

São Bernardo do Campo sedia futebol solidário

Redação

Neste último sábado (03), amanheceu frio e chuvoso em São Bernardo do Campo, cidade que completa 466 anos no próximo dia 20, mas o dia foi marcado por muito futebol e doações que aquecerão a quem precisa. O estádio do Baetão recebeu o público, entre eles apoiadores, imprensa, jogadores e autoridades, para o Futebol Solidário promovido pela Move Experiências.

A ação integrou a Final da Copa São Bernardo de Futebol Feminino disputada pelas equipes do Craques do Futuro (à direita) X Sansil | Fotos: reprodução
O CEO da Move Experiências, Ari Gonçalves, fez questão de agradecer a todos os participantes. "O Futebol Solidário só aconteceu porque a Prefeitura de São Bernardo e a Secretaria de Esportes entendeu o espírito que é fazer o bem pelo bem. Agradeço ao prefeito Orlando Morando, a deputada Carla Morando, ao Alex, a nossa presidente do Fundo de Solidariedade e todos que participaram. Quando a gente faz pelo próximo estamos fazendo por nós mesmos", afirma.

A ação, que integrou a Final da Copa São Bernardo de Futebol Feminino disputada pelas equipes do Craques do Futuro X Sansil, arrecadou 200 cestas básicas, além de agasalhos e cobertores.

Já o secretário de Esporte e Lazer de São Bernardo, Alex Mognon, parabenizou a iniciativa: “Solidariedade e esporte têm tudo a ver. Mês de agosto aniversário da cidade e iniciando as festividades de comemoração tivemos esse grande prazer de estar fazendo essa parceria com a Move, onde tivemos a final do futebol feminino, que está sendo muito valorizado em São Bernardo, abrilhantada com a questão solidária. Neste dia de frio é importante a solidariedade até para aquecer o coração. Quero deixar meus parabéns ao Ari pela proposta em prol dos menos favorecidos".

O time do Sansil consagrou-se campeão e ergueu a taça em pleno Baetão. A partida das duas equipes foi bem disputada. Apesar da derrota das meninas do Craques do Futuro por 2X1, o campeonato trouxe esperança para o futuro do futebol feminino.

A capitã do Sansil, Elizangela Nunes, destacou a importância de investimento no esporte. “Esperamos que tenha mais investimento e que as pessoas possam levar o futebol feminino cada vez mais à frente”, comenta.

Opinião compartilhada pelo técnico do Craques do Futuro, Renato Costa. “O futebol feminino precisa de bastante ajuda. Esperamos que cresça um patamar para evoluirmos”, afirma Costa.

A segunda atração ficou por conta dos times Master do Palmeiras X Amigos da Move, jogo que terminou 6x0 para os palmeirenses. Os ex-atletas do time alviverde puderam integrar a ação e fazer a alegria dos torcedores e amantes do futebol que estiveram presentes.

O ex-jogador do Palmeiras, Gérson Caçapa, elogiou a ação. “Pude participar desta campanha maravilhosa que a Move está fazendo àqueles que precisam”.

O jogador Sérgio Soares, que atuava como volante pelo Palmeiras em 1996, conta que participou do jogo “para ajudar as pessoas a enfrentar esse rigoroso frio na cidade de São Paulo, especialmente na região do ABC”.

Além disso, outros dois jogos também compuseram o evento. As equipes dos Veteranos (verde) 4 X 2 Veteranos (amarelo) e Borosco F. C 1 X 0 Sub 20 da Move encerram a tarde de solidariedade.

O Futebol Move Solidário contou com o apoio de empresas do ABC, para realização e arrecadação de itens destinados ao Fundo Social de Solidariedade de São Bernardo do Campo. Também apoiaram a iniciativa veículos de comunicação da região, entre eles, a Redemidia.Tv.

Contato com ácaros e locais fechados aumentam o risco de contrair conjuntivite

Redação

Quando se pensa em inverno, logo vem à cabeça as doenças respiratórias. Porém, o tempo mais seco facilita o contato com ácaros alojados em roupas de frio e as pessoas tendem a ficar agrupadas em lugares fechados, o que favorece a propagação da conjuntivite, que também pode ser transmitida pela poluição.

Conjuntivite pode ser alérgica,  viral ou bacteriana | Foto: reprodução

Somente este ano, o Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi) já foi notificado sobre surtos de conjuntivite pelas Secretarias Municipais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, totalizando mais de 184.840 casos. Número que deve aumentar, já que foram registrados mais ocorrências em outros três estados: Brasília, Espírito Santo e Rio de Janeiro. 

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana fina que reveste o branco dos olhos e o lado de dentro das pálpebras. Os sinais de alerta da doença são: olhos vermelhos, coceira, ardência e lacrimação. Quando os sintomas se manifestam é preciso consultar um oftalmologista para descobrir qual a variação da doença e como tratar corretamente.

Existem três tipos mais comuns de conjuntivite durante o inverno: alérgica,  viral e  bacteriana. A conjuntivite viral é altamente contagiosa e pode ser transmitida pelo ar, ou contato com objetos contaminados. Nesse caso não há remédios específicos recomendados para tratamento, mas para reduzir o desconforto é importante limpar os olhos com frequência e fazer compressas com água gelada.

A bacteriana é mais delicada e altamente contagiosa quando há contato com secreções contaminadas. Já a alérgica é desencadeada por vetores alergênicos comuns em nosso dia a dia como de animais domésticos – gatos, cachorros e até baratas –, além dos ácaros da poeira domiciliar, e pode ser tratada com colírios anti-inflamatórios à base de trometamol cetorolaco e/ou lubrificantes, também chamados de lágrimas artificiais.

Para prevenir a doença, a oftalmologista Ruth Santos explica ações simples:
- As mãos são grandes responsáveis por transmitir a conjuntivite, seja pelo contato com locais ou objetos contaminados. É possível evitar a incidência da doença com medidas de higiene simples, como lavar as mãos com água e sabão sempre que possível e, principalmente, quando passar por lugares públicos não levar as mãos aos olhos;
- Não compartilhar toalhas, lenços ou maquiagem;
- Manter os ambientes limpos e arejados, mesmo no inverno.

Apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente pelo leite materno até os seis meses

Redação com Ag. do Rádio

O leite materno é um recurso natural que oferece todos os ingredientes necessários até os seis meses de vida do bebê. Atualmente, apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente pelo leite materno até os seis meses de vida, e só 32% são amamentados até os 24 meses. A consultora nacional de Alimentação e Nutrição da Organização Pan-Americana da Saúde, Alice Medeiros, comenta as metas globais de nutrição, para mudar estes índices.

Amamentar fortalece o sistema imunológico do bebê | Foto: Freepik 

“Em 2012, na Assembleia Mundial da Saúde foi pactuado o que a gente chama de metas globais para nutrição até 2025, umas delas é um aleitamento materno até os seis meses de 50% das crianças. Então, a gente espera que os países membros atinjam essa meta de crianças amamentadas até os seis meses”, afirma Alice.

Além disso, amamentar a criança até os dois anos de idade ajuda no desenvolvimento do sistema imunológico, além de prevenir doenças e fortalecer os vínculos entre mãe e filho. A coordenadora da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Janine Ginani, reforça a importância de começar a amamentação na fase inicial da vida, para reduzir a mortalidade infantil por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos. 

“O aleitamento tem várias evidências científicas que demonstram a sua eficácia para combater várias doenças prevalentes na infância. Amamentar evita a mortalidade infantil, além de tudo evita questões que são recorrentes e que podem levar a mortalidade, como a diarreia e infecções respiratórias. Ela tem um impacto muito positivo na redução de alergias, isso tudo no contexto da criança”, explica Janine.

Um estudo publicado em 2016 pela revista The Lancet mostrou que 823 mil mortes de crianças e de 20 mil mães poderiam ser evitadas, por meio da amamentação em 75 países de baixa e média renda.

Para incentivar e informar os profissionais de saúde, pais e famílias sobre a melhor forma de apoiar o aleitamento materno, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disponibilizaram a nova orientação com dez passos para aumentar o apoio à amamentação nas unidades de saúde, que prestam serviços de maternidade para recém-nascidos.

“Tem os dez passos que foram reatualizados no começo de 2018, que são orientações para que os serviços de saúde saibam lidar e tratar, e que tenham normas específicas de como orientar, proteger e promover esse aleitamento materno, que vai desde orientar os pais quanto ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses, até orientar os profissionais de como lidar com essa família”, finaliza Alice.

Problemas dentários podem reduzir a autoestima e causar muitas doenças

Redação

Conhecido como o nosso "cartão de visita", o sorriso possui um importante papel na nossa vida, pois é por meio dele que, muitas vezes, mostramos ao mundo como nos sentimos. Atualmente, vivenciamos uma época de superexposição nas redes sociais, e o sorriso pode se tornar um vilão para a autoestima de pessoas com alguma deficiência estética odontológica, como dentes mal posicionados, amarelados ou com cáries. No entanto, além das aparências, há questões que podem estar relacionadas até a uma série de problemas de saúde.

“É muito gratificante quando podemos observar a primeira foto sorrindo sendo publicada pelo paciente", conta  dentista Robson André | Foto: divulgação 

Algumas pessoas têm vergonha do próprio sorriso a ponto de não ter uma foto sequer sorrindo, comenta o dentista Robson André. "Hoje em dia, facilmente podemos quantificar o quanto o sorriso de nosso paciente está afetando sua autoestima. Uma simples visita ao seu perfil do Instagram pode revelar um histórico de imagens sem sorrir, ou com sorrisos tímidos, sem exposição dos dentes, e esse quadro está ficando cada vez mais frequente".

O especialista aponta que a linguagem do rosto é provavelmente a forma mais comum de comunicação entre as pessoas e ressalta o motivo pelo qual problemas na estética dental e facial podem acarretar em outras questões de saúde e bem estar.

"A expressão facial não apenas traduz um sentimento, mas também o estimula. Ou seja, quem ri porque está feliz fica ainda mais feliz porque ri e o auto condicionamento para não sorrir pode acabar tendo uma ação inversa, deixando o indivíduo ainda mais infeliz. Fatores como o bullying e insegurança com a própria imagem podem ocasionar a privação do indivíduo ao convívio social e até mesmo gerar o aparecimento de outras doenças, tanto cardíacas, devido a bactérias bucais viajando na corrente sanguínea, como até mesmo a depressão, considerada o mal do século 21", explica o especialista.

Ele também conta que os avanços da odontologia estética possibilitaram tratamentos mais rápidos e eficazes como, por exemplo, o uso dos aparelhos ortodônticos invisíveis. “É muito gratificante quando podemos observar a primeira foto sorrindo sendo publicada pelo paciente. Constatar que a mudança no sorriso foi capaz de transformar sua autoestima é recompensador”, finaliza o dentista.

Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...