segunda-feira, 2 de abril de 2018

Excesso de mentira pode ser síndrome de Pinóquio

Da redação


A psicóloga e terapeuta cognitivo-comportamental, Tatiane Paula Souza, afirma que o ato de mentir é considerado um padrão disfuncional de comportamento associado à insegurança, como forma de compensar uma aceitação no meio em que a pessoa vive. Transcendendo o comportamento comum, o hábito de mentir pode atingir o nível de Mitomania, nome dado à tendência patológica da mentira, popularmente conhecida como síndrome de Pinóquio.

Hábito de mentir pode atingir o nível de Mitomania, nome dado à tendência patológica da mentira, popularmente conhecida como síndrome de Pinóquio | Imagem: reprodução
"Motivos" para mentir 
Pessoas com baixa autoestima podem reproduzir este comportamento, para lidar com um complexo de inferioridade;

No caso de haver vícios, sejam lícitos ou ilícitos, pode ser uma forma de esquivar de cobranças sociais;

Se não sente-se aceito no ambiente social, se apresenta como um método de aceitação.

No contexto profissional, em situações em que a área de atuação requer a habilidade de persuasão, como a área de vendas, muitas vezes o profissional pode se dispor a potencializar as informações que possui para obter sucesso. A psicóloga afirma que "nestes casos não se trata de mentir, propriamente. Como analogia, o camaleão não se camufla para mentir, mas sim por sobrevivência no meio em que ele habita".

Porém, Tatiane alerta para este comportamento quando o assunto é relacionamentos interpessoais. "A partir do momento em que sujeito se relaciona com outras pessoas através de uma personalidade fictícia envolto de histórias que fogem da realidade, com certeza teremos sérios prejuízos na qualidade do vínculo. Uma vez identificado o estereótipo da pessoa que mente como pessoa não confiável, fica complicado manter relações duradouras, já que caracteriza uma quebra de confiança e, por consequência, distanciamento natural das pessoas próximas, culminando em isolamento social".

Quando a pessoa se enrola em uma mentira que se desdobra em outras, as complicações podem se estender para consequências mais severas. "Ao usar de mecanismos fictícios como método de aproximação das pessoas e o indivíduo passa a acreditar nas próprias histórias, cria-se uma realidade paralela. Trata-se, inclusive, de uma linha de funcionamento bastante perigosa, uma vez que à medida que o mentir torna-se parte do comportamento da pessoa, poderá levá-la à depressão e a questionar a própria vida", ressalta a especialista.

Mitomania: a mentira por compulsão
O mitômano acaba por mentir em todas as situações da vida, e passa a ter esse comportamento como padrão, bem como parte de sua identidade. A especialista em saúde mental afirma que "esta pessoa é facilmente estigmatizada como não confiável e desencadeia sérios prejuízos sociais. Apesar disso, se mantém com o mesmo comportamento nas relações e na vida, mesmo diante dos prejuízos".

Tatiane explica que nosso cérebro possui uma área responsável por registrar as lembranças boas e ruins, a amígdala, funcionando como uma espécie de freio natural em situações sociais em que estamos diante de algo prazeroso ou aversivo. Conforme o sujeito acredita nas mentiras como realidade e não há o sentimento de culpa associado, o freio natural deixa de ser ativado e passa a gravar a mentira como padrão natural. 

Traços que podem identificar um potencial mitômano
Inventa histórias fantasiosas e, quando desmascarado, emite outra mentira para suprir a situação de flagra, se desdobrando em longas histórias sem fim e sem evidência de realidade;

O mitômano se descreve sempre em destaque no desfecho final das histórias;

A pessoa tem baixa autoestima e pode apresentar transtornos psiquiátricos;

Usa da mentira como mecanismo de defesa, distorcendo fatos sobre si mesmo e sobre o mundo, podendo também criar personagens.

A Mitomania pode ser tratada com psicólogos especialistas em saúde mental, aplicando técnicas de psicoterapia eficazes para capacitar o indivíduo a identificar os comportamentos que antecedem a mentira compulsiva. Assim, a pessoa deverá saber lidar com as atividades de sua vida diária, desenvolvendo um novo repertório de comportamentos mais saudáveis e eficazes nas situações em que contextualizava a mentira.






quinta-feira, 29 de março de 2018

Inteligência artificial na educação: como reduzir a evasão usando análise preditiva

*Por Marcelo Cosentino

A evasão no ensino superior e as altas taxas de desistência estão entre as maiores preocupações do setor educacional. Esses índices chegam a superar o número de conclusão e de formados e contribuem, diretamente, para a diminuição da lucratividade dos negócios. Logo, se uma instituição consegue formar apenas a metade de alunos inscritos no início de um curso, a conta não fecha e os impactos negativos repercutem a médio e longo prazo.

“É fundamental que as instituições de ensino estejam dispostas a romper barreiras e a repensar a sua gestão”, afirma Cosentino | Foto: divulgação
Entender os motivos dessa evasão é um grande desafio, pois demanda uma análise detalhada em relação aos mais diversos fatores que levam os estudantes a não concluírem o curso, inclusive questões econômicas e sociais, uma vez que o país passa por um momento instável. Diante deste cenário, é fundamental que as instituições de ensino estejam dispostas a romper barreiras e a repensar a sua gestão, com base na adoção de tecnologias, para inaugurar uma nova fase na sua organização.

É preciso considerar novos métodos para compreender as razões pelas quais os alunos cancelam ou abandonam as suas matrículas, trocam de instituição de ensino, de curso ou, até mesmo, tornam-se detratores da marca. E aqui, o uso da Inteligência Artificial (IA) pode ser a saída para minimizar esses problemas.

Aliar a capacidade do motor cognitivo da IA a processos internos estruturados viabiliza o estudo da causa raiz, ajudando na identificação dos fatores que levam o aluno à desistência. É essa análise preditiva que determina a probabilidade de evasão do curso, a partir de um histórico de informações que consideram, inclusive, uma série de fatores sociais. Além disso, a tecnologia é capaz de cruzar os dados individuais de cada perfil, como desempenho acadêmico, tipo de atendimento na secretaria ou pagamentos em atraso e, com isso, gerar importantes parâmetros sobre o seu comportamento.

A partir daí, a Inteligência Artificial estabelece um comparativo, por meio de cálculos estatísticos, entre as informações de cada aluno que está ativo e daqueles que abandonaram ou mudaram o curso. Essa análise permite detectar quais estudantes estão mais propensos a abandonar a sua inscrição e, tendo em mãos os principais indicadores desses motivos, a instituição de ensino tem a possibilidade de criar estratégias para evitar a evasão.

Com isso, entra em cena o lado humano do processo de retenção. Também é possível potencializar este próximo passo por meio de uma consultoria especializada, que pode trazer novas ideias e maior eficiência na execução dos planos de ação junto aos estudantes.

E se isso soa como futuro, ou algo que está longe de ser colocado em prática, podemos citar o exemplo de uma renomeada universidade brasileira que já testou a Inteligência Artificial e obteve resultados reveladores. Os algoritmos de Machine Learning mostraram que um recorte de estudantes que apresentava dificuldade financeira, não reconhecia neste o principal motivo para uma possível evasão, o que foi confirmado em um contato posterior da própria instituição com este grupo. Diante disso, a faculdade pode se preparar para oferecer opções atrativas de permanência a essas pessoas e para outras que possam surgir com o mesmo perfil, se antecipando ao problema.

Ou seja, o diferencial aqui foi a combinação de tecnologia de ponta com processos e pessoas capacitadas para aproveitar todos os benefícios gerados, tanto para a instituição – que ganha mais rentabilidade - quanto para o país – que garante um futuro melhor, com mais educação e qualificação da sua população.

*Marcelo Cosentino é vice-presidente dos segmentos de Professional Services da Totvs


Inscrições abertas para curso sobre relações de gênero

Da redação

Sensibilizar e formar homens sobre relações de gênero, feminismo e masculinidade é o objetivo do 3º Curso de Formação em Gênero e Masculinidades, que ocorre de 25 de abril a 5 de setembro, às quartas-feiras, no Consórcio Intermunicipal Grande ABC, em Santo André.

Curso será realizado na sede do Consórcio, a partir de 25 de abril | Foto: reprodução 
Ao todo serão 20 encontros, das 8h30 às 12h. A iniciativa é promovida pelo Grupo Temático Gênero e Masculinidades, Escola da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (EDEPE) e Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (NUDEM).

Nos encontros, serão abordadas questões como, por exemplo, a ideologia e reprodução do machismo, a constituição do patriarcado e processo socioeducativo para homens.

O público alvo da iniciativa são homens que trabalham no ABC, preferencialmente, funcionários públicos efetivos, que atuam em serviços relacionados ao tema e que tenham potencial para serem multiplicadores das áreas de políticas afirmativas, assistência social, saúde, segurança, educação, entre outras.

Interessados devem clicar aqui para realizar as inscrições. O Consórcio Intermunicipal Grande ABC fica na Av. Ramiro Colleoni, 05, Centro, em Santo André.



quarta-feira, 28 de março de 2018

Luz de eletrônico diminui em 88% a produção de melatonina nas crianças, aponta estudo

Da redação

O sono das crianças, ou a falta dele, é um assunto que preocupa os pais. A Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, realizou uma pesquisa que acaba de ser divulgada na revista Physiological Reports, sobre o impacto da luz brilhante na produção da melatonina, o hormônio que avisa o corpo que é hora de dormir. O estudo mostra que  uma hora de exposição a qualquer tela que emita a luz brilhante (tablets, smartphones, televisão, etc.) reduz em 88% os níveis da melatonina e o efeito pode durar até 50 minutos após a retirada do eletrônico.

O uso dos eletrônicos não é recomendado para crianças menores de dois anos | Foto: reprodução
Para a neuropediatra  Karina Weinmann, cofundadora da NeuroKinder, esse estudo é muito importante para alertar os pais, que o desenvolvimento infantil está em risco devido à super exposição dos pequenos aos eletrônicos, em idade cada vez mais precoce.

"O sono com qualidade é fundamental para o crescimento, amadurecimento do cérebro e, consequentemente, para o desenvolvimento infantil. Quando a criança não dorme, ela pode apresentar alterações de comportamento, déficits de aprendizagem, alteração nos níveis de ansiedade e estresse, sem contar os efeitos no organismo, como um todo", comenta  Karina.

Esse foi o primeiro estudo que avaliou o impacto fisiológico dos eletrônicos em crianças pequenas e serve de alerta em um momento em que tablets e celulares viraram rotina na noite das crianças.

Luz e melatonina
Karina explica que a luz serve para avisar o corpo que é hora de acordar e, a falta dela, hora de dormir. “Quando anoitece, a falta de luz faz com que a melatonina seja produzida e é este hormônio que ajuda na indução e aprofundamento do sono, garantindo a sua qualidade. Porém, ao expor a criança à luz dos eletrônicos, são enviados sinais para suprimir a produção da melatonina, desequilibrando o ciclo circadiano, responsável por dar ao nosso corpo o nosso ritmo biológico”.

Vale lembrar que a melatonina desempenha outras funções no organismo, como a regulação da temperatura, pressão sanguínea e o metabolismo da glicose. Então, podemos concluir que a exposição noturna à luz brilhante vai muito além do sono.

Dicas
Com estes resultados, é preciso repensar os hábitos familiares e rotina noturna. A recomendação é evitar que a criança veja TV ou use outros eletrônicos depois que o sol se põe. “Além disso, o uso dos eletrônicos não é recomendado para crianças menores de dois anos e, para as maiores, não deve ultrapassar uma hora por dia”, reforça a médica. 


Alceu Valença é o destaque de abril do "Domingo na ZL"

Da Redação

Após o sucesso do Domingo na Paulista, realizado no Centro Cultural Fiesp, na Avenida Paulista, o projeto Domingo na ZL aproxima o público da Zona Leste de São Paulo de vários nomes da cena musical nacional. Os shows são realizados sempre aos domingos, próximo ao Metrô Itaquera, com entrada gratuita.

Foto: Yanê Montenegro
Vencedora do Grammy Latino, a dupla Anavitória abre a programação de shows no dia 8 de abril, às 11h. Além das parcerias de sucesso Linda (junto com Projota), Fica (ao lado de Matheus & Kauan) e Trevo (com Tiago Iorc) Ana Clara e Vitória colocam o público para cantar ao som de composições como Singular, Agora Eu Quero Ir e Cor de Marte.

No domingo seguinte, 15 de abril é a vez do rapper Projota subir ao palco do Domingo na ZL, às 11h. O repertório traz as faixas do CD A Milenar Arte de Meter o Louco (AMADMOL) Muleque de Vila, Segura Seu B.O. e Rebeldia.

Ícone da MPB, Alceu Valença rouba a cena no dia 22, às 16h. O pernambucano relembra sucessos de sua carreira. Não ficarão de fora Coração Bobo, Táxi Lunar, Belle de Jour, Cabelo no Pente, Embolada do Tempo, Estação da Luz, Solidão, Anunciação, Tropicana.

Já o último domingo de abril (29) tem show em dose dupla com Rappin Hood e Negra Li. Ambos referências na mistura de estilos – rap, soul, samba ou hip-hop –, os artistas se revezam no palco a partir das 16h com hits que marcaram as décadas de 1990 e 2000. Enquanto Negra Li relembra Não é Sério (Charlie Brown), Você Vai Estar na Minha e Ainda Gosto Dela (Skank), Rappin Hood entoa Deixa Isso Par Lá (Jair Rodrigues), Rap Du Bom e Odara (Caetano Veloso).

A cada apresentação, espaço permanente de cultura na avenida Professor Engenheiro Ardevan Machado também oferece com seis opções de foodtrucks para atender o público, além de apresentações de DJs convidados para abrir os shows.



terça-feira, 27 de março de 2018

Bachiana Filarmônica, liderada por João Carlos Martins, tem apresentações no ABC

Da Redação

A Bachiana Filarmônica SESI-SP se apresenta nos dias 6, 7 e 8 de abril, em Diadema, São Bernardo do Campo e Santo André, respectivamente. Em Santo André, o concerto faz parte da comemoração especial dos 465 anos do município.

Sob regência do mundialmente conhecido maestro João Carlos Martins, a orquestra presenteia o público com canções como Concerto nº 5 “Imperador” e Love Of My Life. A performance é gratuita, veja abaixo as orientações.

 Foto: Lúcia Haraguchi   
Do clássico ao rock, o repertório promete emocionar o público com a interpretação singular da filarmônica para canções de Beethoven, Bach, Mozart, Adoniran Barbosa, The Beatles e Queen. Mais do que uma apresentação, trata-se de um encontro entre os ouvintes e os músicos da orquestra. Ao longo do espetáculo o maestro interage com a plateia e, em um momento especial, assume o piano e relembra sua trajetória como concertista.

Foto: Lúcia Haraguchi 
Formada por jovens e experientes instrumentistas de diversas idades, sob direção do maestro João Carlos Martins, a Bachiana contribui para a formação de talentos e dissemina a cultura da música erudita por todo o Estado. Esse é um presente do SESI-SP à comunidade da região, em sua missão de promover a qualidade de vida do trabalhador e de seus dependentes.

Sobre a Bachiana Filarmônica SESI-SP
Mantida pelo SESI-SP e sob a direção do maestro João Carlos Martins, a Bachiana representa ação relevante no apoio à música erudita e ao desenvolvimento de seus integrantes. Assim, abre múltiplas oportunidades profissionais e leva a cultura da música erudita a milhares de brasileiros. As apresentações abrangem desde o interior do Estado, periferias das grandes cidades, até renomados teatros, difundindo e valorizando a música clássica de alta qualidade técnica e artística.

Maestro João Carlos Martins
Considerado um dos maiores intérpretes de Johann Sebastian Bach (1685-1750), o maestro João Carlos Martins (1940) atingiu um patamar raramente alcançado por outros músicos brasileiros no século XX. Um dos pontos altos de sua carreira foi a gravação da obra completa para teclado desse gênio da música. Logo após, devido a problemas físicos, teve que abandonar a carreira de pianista, canalizando sua paixão para a regência.

Repertório
•        JOHANN SEBASTIAN BACH – Jesus Alegria dos Homens
•        L.V.BEETHOVEN – As Criaturas de Prometheus
•        LUDWIG VAN BEETHOVEN  – Concerto nº 5 “Imperador” (2º mov)
•        LUDWIG VAN BEETHOVEN  – Sinfonia nº 5 (4º mov) 
•        W.A.MOZART – Concerto para Piano nº 21 (2º mov)
•        THE BEATLES – Yesterday
•        FREDDIE MERCURY – Love of my life
•        ENNIO MORRICONE – A Missão / Cine Paradiso
•        ASTOR PIAZZOLA – Libertango
•        ADONIRAN BARBOSA – Trem das Onze

SERVIÇO:

Diadema               
Local: Ginásio de Esportes do SESI Diadema
Endereço: Av. Paranapanema, 1500 – Taboão - Diadema / SP
Data e horário: 6 de abril, às 20h
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita: ingressos podem ser reservados pelo sistema Meu SESI (sesisp.org.br/meu-sesi) 
Mais informações acesse diadema.sesisp.org.br

SERVIÇO:

São Bernardo do Campo       
Local: CENFORPE
Endereço: Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 201 – Planalto - São Bernardo do Campo/SP
Data e horário: 7 de abril, às 20h
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Assentos Limitados: 1.100 lugares
Entrada gratuita: Não é necessário reservar ingresso para este espetáculo. O acesso ao auditório será liberado 1 (uma) hora antes do início da apresentação.
Mais informações acesse saobernardo.sesisp.org.br

SERVIÇO:

Santo André       
Local: Clube Atlético Aramaçan
Endereço: Rua São Pedro, 346 – Vila América – Santo André/SP
Data e horário: 8 de abril, às 11h
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Assentos limitados
Entrada gratuita mediante apresentação de ingresso a ser retirado na Secretaria Única do SESI Santo André de 2 a 5 de abril, das 14h às 18h30. Para reserva de ingresso ligue para (11) 4996-8646.
Mais informações acesse o site santoandre.sesisp.org.br



Saiba como prevenir a irritação ocular

Da redação

Quem passa muitas horas diante do computador, smartphone ou dos livros costuma enfrentar períodos de irritação e ressecamento ocular. Lágrimas artificiais ajudam a controlar o problema, mas apenas temporariamente. Portanto, vale a pena seguir algumas recomendações do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, para ter olhos sempre saudáveis.


Lágrimas artificiais ajudam a controlar o problema | Foto: reprodução 
Condicione-se a piscar mais frequentemente
 “As pessoas piscam entre 14 e 18 vezes por minuto. O piscar promove uma limpeza de toda sujeira e oleosidade depositada na superfície dos olhos e os mantém hidratados. O problema é que, diante de um computador, de um livro, da TV ou de algum outro acessório tecnológico, as pessoas acabam piscando muito menos. Aos poucos passam a sofrer com o ressecamento dos olhos e a irritação desencadeada pelo acúmulo de sujeira. Uma boa ideia é recorrer a aplicativos de celular que alertam para a necessidade de piscar. Ou ainda se programar para fazer pausas a cada 60 minutos e piscar durante 20 segundos”, recomenda Neves.

Evite vento no rosto 
De acordo com o oftalmologista, não importa ser o vento é do  ventilador, ar-condicionado, ou mesmo do secador de cabelo,  o vento resseca a superfície dos olhos mais do que o normal. “As lágrimas têm também anticorpos e proteínas de defesa que são muito importantes no combate a bactérias oportunistas. Sendo assim, quem vai sair num dia de muito vento deve, no mínimo, estar bem protegida com óculos de sol”, ressalta.

Coma mais peixes e nozes
“As lágrimas têm óleos análogos ao ômega-3 e ao ômega-6, que são ácidos graxos. Se a pessoa tem tendência ao ressecamento dos olhos, terá também uma deficiência dessas substâncias que precisa ser compensada. O ideal, neste caso, é mudar o hábito alimentar, incluindo mais peixes e nozes (castanha-do-pará, castanha-de-caju, amêndoas, amendoim etc.) à alimentação diária. Em caso de intolerância, uma alternativa é recorrer aos suplementos – sempre com recomendação do oftalmologista”, diz Neves.

Tenha mais cuidado com os olhos
A rotina diária de cuidado com os olhos  inclui lavar bem as mãos antes de tocar nos olhos, manter sempre óculos e lentes de contato devidamente higienizados, jamais dormir com as lentes de contato, evitar exposição ao sol sem proteção de óculos escuros, evitar mergulhar em águas não tratadas ou muito povoadas, segundo o oftalmologista. “Mas a recomendação principal é sempre buscar um serviço especializado em caso de algum mal-estar visual, vermelhidão e irritação prolongada”, finaliza Neves.




Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...