terça-feira, 6 de novembro de 2018

Horário de verão: endocrinologista dá dicas para se adaptar

Da Redação

O endocrinologista Marcio Krakauer, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), recomenda algumas atitudes para se adaptar ao horário de verão, que começou no último fim de semana, entre elas, manter a quantidade habitual de horas de sono.

“Apesar de o horário diminuir, o ideal é não perder o número de horas habituais de sono”, alerta o endocrinologista Marcio Krakauer
"Refeições leves evitando gorduras, frituras e excesso de proteína animal contribuem para a adaptação ao horário de verão. Porém, o mais importante é dormir corretamente. Apesar de o horário diminuir, o ideal é não perder o número de horas habituais de sono. Essa é a parte fundamental para a boa adaptação das mudanças de horários, seja o de verão ou de fusos distintos para quem viaja muito", comenta.

Alguns impactos hormonais decorrem desse ajuste para o horário de verão. O mais relevante é o no cortisol, hormônio produzido pela glândula suprarrenal enquanto dormimos. Por isso, nos primeiros dias de ajuste aos novos horários, pode haver mais cansaço, ansiedade, dificuldade para acordar, uma certa irritabilidade, mas nada que não seja naturalmente ajustado pelo organismo.

"A regulação do sono é o que pode provocar as alterações glicêmicas dos pacientes diabéticos, principalmente os que têm diabetes tipo1, que precisam de insulina", comenta Krakauer.

Para quem faz uso contínuo de medicamentos, uma dica importante é seguir o relógio para manter os horários de rotina para os remédios.



Filme retrata movimento que mistura poesia, performance e críticas sociais

Da Redação

Ao longo dos 81 minutos de "Slam – Voz de Levante", Roberta Estrela D'Alva, uma experiente slammaster (uma apresentadora de 'slam'), conduz o espectador por competições de Poetry Slam - batalhas performáticas de poesia - onde os jogadores rimam jogos poéticos de críticas políticas, injustiças sociais e, principalmente, de resistência. O filme, dirigido por Tatiana Lohmann e Estrela D´Alva, visita clubes em Nova York e Chicago; atravessa o oceano até o campeonato mundial de slam em Paris e volta ao Rio e São Paulo. O filme estreia em 22 de no novembro, com distribuição da Pagu Pictures. 

Roberta Estrela D'Alva em plena atuação na Poetry Slam | Foto: divulgação 
Completando 10 anos de chegada ao Brasil, as batalhas de Poetry Slams unem texto com a habilidade de apresentá-lo no palco. O púbico é peça fundamental deste "jogo" e tem a permissão (e talvez a responsabilidade) de participar ativamente das disputas. Celebrada em todo o mundo, as apresentações impactam fortemente o público jovem e periférico. Hoje, já existem mais de 150 comunidades espalhadas em 18 estados do país, que são retratadas no filme.

Filmado entre 2011 e 2017, o longa culmina com a participação da brasileira Luz Ribeiro na Copa do Mundo de Slam, em Paris. Nas competições, os poetas apresentam suas experiências, vivências e pensamentos de maneira muito pessoal.

"Ocupar os espaços públicos é uma vocação do Poetry Slam no Brasil. São raros os slams indoors por aqui, o que reforça ainda mais o seu caráter político. Não que lá fora não exista esse caráter político, mas aqui é especificamente forte. O boom dos slams dos últimos anos aconteceu em sincronia com o grande balanço político pelo qual o país vem passando. A questão racial, o feminismo, a questão do transgênero e a luta de classes são assuntos recorrentes na cena de Slam brasileira",  comenta Tatiana.

Exibido com sucesso na Mostra Internacional de São Paulo do ano passado, o documentário conquistou os prêmios de Melhor Direção de Documentário e Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio de 2017, e o prêmio de Melhor Filme Nacional no Festival Internacional Mulheres No Cinema (FIMCINE).Com produção da Exótica Cinematográfica em coprodução com a Globo Filmes, GloboNews e Miração Filmes e apoio do Itaú Cultural.

Além disso, todas as cópias do longa terão legenda descritiva, recurso que permite que pessoas com surdez e deficiência auditiva assistam ao filme.

Trilha sonora
Eugênio Lima e Roberta Estrela D'Alva assinam a trilha sonora que traz uma compilação de vozes contemporâneas com alguns dos mais relevantes nomes do funk, rap, pop e rock nacional como, por exemplo,  MV Bill, Liniker, Ellen Oléria, MC Daleste, MC Marechal, Lurdez da Luz e Karina Buhr.



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Conheça aplicativos para ajudar no “projeto verão”

Da Redação

Para algumas pessoas o "Projeto Verão" ainda não começou, para isso, a tecnologia pode ajudar, pois alguns aplicativos (apps) auxiliam na hora de acompanhar a dieta, monitorar atividades físicas - como treinos na academia e corridas de rua - e até permitem compra de biquínis e roupas de praia direto do exterior.

Aplicativos auxiliam os usuários na dieta e atividades físicas, por exemplo | Foto: Freepik
Conheça cinco apps para ajudar no "Projeto Verão"

Nutra Bem: inicie com novos hábitos alimentares

O Nutra Bem é um aplicativo que funciona como uma espécie de consultoria, que ajuda os usuários a desenvolverem novos hábitos alimentares. No app é possível criar um perfil capaz de gerar dicas para melhorar a alimentação. Além disso, o usuário consegue ter o comparativo de consumo identificando quais as melhores opções para as refeições.

Disponível para Android e iOS.

Runkeeper: para quem escolher a corrida como atividade física
O Runkeeper é um aplicativo que usa o GPS do celular para medir o ritmo, distância e tempo de corrida. A ferramenta mostra a estimativa das calorias gastas durante a atividade física. Para quem deseja iniciar como corredor, o app permite criar um plano de treinamento, que é desenvolvido levando em consideração o nível do atleta e o objetivo que ele quer alcançar.

Disponível para Android e iOS.

BTFIT: auxilia no treino funcional e exercícios na academia
O BTFIT funciona como um personal trainer virtual. O app permite que o usuário configure o passo a passo do seu treino, podendo indicar, por exemplo, quais equipamentos estão disponíveis na academia que frequenta. A plataforma está disponível em duas versões: gratuita e premium, na versão paga o usuário recebe treinos personalizados gerados por personal online de forma ilimitada.

Disponível para Android e iOS.

Tecnonutri: foco na dieta
O tecnonutri promete pegar no pé do usuário e não deixá-lo sair da dieta.  A ferramenta avisa a hora de tomar água, hora de comer e até indica quais alimentos podem ajudar a perder peso, de acordo com o objetivo definido pelo usuário. O app ainda possui um cardápio de alimentos com informações nutricionais.

Disponível para Android e iOS.

Grabr: para comprar os melhores looks praianos
Depois de focar na dieta e nos exercícios é a hora de ir às compras. O app Grabr permite que usuários comprem looks direto do exterior mesmo sem viajar. Para gerar um pedido na plataforma é necessário inserir alguns dados do produto, como a descrição do item e o link de onde ele pode ser comprado no país do exterior. Com isso, viajantes podem trazer o produto, com uma taxa de recompensa. O comprador, além de economizar, não precisa pagar altas taxas de frete nem esperar meses para receber o produto, já que o verão está logo aí - o produto chega em 20 dias (média). A economia para os brasileiros costuma ser de 30% a 40%, mas alguns usuários já conseguem economizar mais de 80% - em alguns casos.

Disponível para Android e iOS.





Pediatra explica como manter as crianças seguras dentro e fora de casa

Da Redação

Nunca é demais lembrar a importância de manter as crianças seguras e protegidas, especialmente quando ainda são bebês e requerem mais atenção e cuidados, devido a sua dependência e dificuldade de expressar dor, sofrimento, além da falta de noção do perigo. Da escolha das roupas, passando por móveis, carrinhos e brinquedos, tudo precisa ser pensado para a sua segurança e conforto. O pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses”, elaborou algumas dicas básicas para orientar pais e cuidadores.  

Andador causa mais malefícios que benefícios, alerta o pediatra Barros 
Roupas
Durante os primeiros meses de vida o bebê tem a pele mais sensível a processos alérgicos e, por isso, é indicado que suas roupas sejam de tecidos naturais e leves, como algodão, linho e lã (dependendo do clima).  Importante também evitar babados e laços que possam ser manuseados pela criança e se enrolar em mãos e pescoço. Considere também o tamanho ideal, para garantir a perfeita movimentação da criança.

Ainda sobre processos alérgicos é contraindicado o uso de amaciantes e outros produtos químicos com cheiro forte na lavagem das roupas das crianças.

Mobiliário
É preciso estar atento não apenas com o quarto do bebê, mas com a casa em geral, visto que ele cresce rápido e logo começa a explorar todos os cantos. Tudo o que tenha quina pontiaguda, especialmente de vidro, pode oferecer riscos (mesas, aparadores e cômodas, por exemplo). Se não for possível mudar os móveis é indicado colocar adaptadores de silicone especialmente desenvolvidos com esta finalidade para minimizar possíveis impactos. Evitar também deixar ao alcance os bibelôs e outros objetos decorativos de materiais quebráveis, como cerâmica, louça e vidro. E ainda, tampe tomadas com fitas adesivas ou protetores próprios para isso.

Dentro do quarto da criança evite excesso de prateleiras, tecidos e tapetes que possam acumular pó, incluindo cortinas pesadas. Dentro do berço, nada de bichos de pelúcia e cobertas cheias de babados e fitas que podem se enrolar na criança ou atrapalhar a sua mobilidade e respiração.

Brinquedos
A legislação do setor exige a identificação na embalagem sobre a idade recomendada para cada tipo de brinquedo e deve ser obedecida, porque considera não apenas o aproveitamento do brinquedo, mas as contraindicações, como a presença de peças pequenas que podem se soltar e serem engolidas, por exemplo. Mesmo assim, é preciso ficar atento até mesmo aos indicados e considerar a manutenção contínua. Olhos e botões de bichinhos, bem como rodinhas de carrinhos, são alguns itens para especial observação. Além de checar se o produto possui o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Carrinho do bebê
Cada fase da criança oferece um modelo de carrinho, mas é possível comprar um que se adapte ao maior número de fases. "Quando a criança está no primeiro mês e dorme junto aos pais o modelo "Moisés" pode ser indicado, mas depois é preciso considerar a introdução alimentar, a partir dos seis meses com acessório de inclinação para as refeições e cinto de três pontas, que prende todo o tronco do bebê e evita que ele escorregue ou tombe para frente.", explica o pediatra.

Andador
Apesar de projetado para estimular o andar, o andador causa mais malefícios que benefícios. Embora dê mobilidade à criança ele pode fazer com que ela se acomode sobre o conforto das rodas e não exercite o equilíbrio e a força necessários para andar corretamente. Além de viciar o corpinho em uma postura errada de tronco e pernas, ele ainda pode gerar acidentes ao permitir o deslocamento para locais onde possa cair, como escadas.

Cadeirinha para carro
A recomendação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é enfática de que a cadeirinha no banco traseiro é indispensável do nascimento aos sete anos de idade. Ela deve ser usada sempre, mesmo para curtas distâncias, sendo o acessório essencial para a segurança da criança em casos de acidente. O modelo usado deve seguir a tabela de compatibilidade de idade e peso orientada pelo Contram.

Barros explica que todas as medidas indicadas não têm a intenção de limitar as descobertas da criança, mas de assegurar que ela experimente o mundo com segurança e bem-estar. "Os olhos e a atenção dos pais são os principais itens de segurança, mas não devem comprometer o desenvolvimento físico e emocional da criança", finaliza.


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Museu do Relógio é opção de passeio para crianças em São Paulo

Da Redação

Relógios de diferentes cores, formatos e tamanhos, incluindo um cuco, encantam as crianças que visitam o Museu do Relógio Professor Dimas de Melo Pimenta (Avenida Mofarrej, 840, na Vila Leopoldina), em São Paulo. Por isso, o local é uma boa dica de passeio, durante o feriado da Proclamação da República, já que estará aberto entre os dias 15 e 19 de novembro, das 10h às 17h, com entrada gratuita.

No museu há mais de 600 peças originárias de várias partes do mundo | Foto: divulgação
Neste período acontece sua 46ª retrospectiva anual, que terá como grande destaque um relógio mestre de 1969, produzido pela empresa DIMEP, dona do museu, e batizado de Quartzion.

Na época, o exemplar representou uma grande inovação, pois foi o primeiro a quartzo produzido no Brasil - pelo Professor Dimas de Melo Pimenta - e um dos primeiros do mundo a utilizar a revolucionária tecnologia, que até pouco tempo antes era estratégica, sigilosa e restrita a poucos países.

O Quartzion foi criado como um sofisticado relógio mestre, com capacidade para informar, inclusive, os segundos aos relógios secundários, o que era difícil de encontrar. Seu mecanismo consistia em um oscilador de quartzo que gerava uma frequência de 131.072 Hz, mediante carga elétrica, e pulsos divididos por meio de um conjunto de circuitos que os convertiam em um único pulso por segundo, que, por sua vez, alimentava o sistema de movimentação dos ponteiros de horas, minutos e segundos tanto do modelo principal quanto dos ligados a ele.

O relógio apresenta uma caixa metálica em tons azulado e cinza, na qual se destaca uma placa de vidro que expõe o conjunto eletrônico. Foi um marco na história da relojoaria do Brasil e do mundo, um divisor de águas, pois proporcionou qualidade e precisão até então inéditas para empresas e entidades que precisavam medir o tempo de suas operações. Foi a partir dessa nova tecnologia que a DIMEP iniciou um processo de renovação de sua linha de produtos em direção à informatização dos sistemas de ponto.

Além disso, o museu possui um acervo com mais de 600 peças vindas de todas as partes do mundo

Para ter uma visita guiada com monitor especializado é necessário  agendamento prévio, com no mínimo um dia de antecedência, no telefone (11) 3646-4000 ou e-mail museudorelogio@dimep.com.br.




Preenchimento com PMMA: entenda os riscos da cirurgia plástica sem bisturi

Da Redação

Com a proposta de resultados instantâneos, a bioplastia, também conhecida como plástica sem bisturi, atrai muitas pessoas, pois é um procedimento não cirúrgico que utiliza substâncias de preenchimento, como o polimetilmetacrilato (PMMA), no intuito de remodelar áreas da face e do corpo. Porém, desde 2006, o Conselho Federal de Medicina vem alertando toda a sociedade médica sobre problemas com o uso do PMMA, que é um material sintético, já que não existem estudos de longo prazo dos seus efeitos no corpo humano.

O PMMA nunca pode ser utilizado como um substituto do silicone, alerta o cirurgião plástico Pedro Lozano | Foto: Freepik
O cirurgião plástico integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Pedro Lozano, explica que “o polimetilmetacrilato só pode ser utilizado em casos específicos e em pequenas quantidades". Devido à baixa qualidade do produto existente no mercado nacional, a Anvisa também proibiu o uso de diversas marcas da substância, havendo, porém, poucas opções que são permitidas e que atendem as recomendações da agência nacional.

Composto por microesferas de um material muito parecido com um plástico acrílico, o PMMA se espalha pelo tecido da região após sua aplicação. Muito procurado por não ser absorvido pelo corpo, pode causar reações imprevisíveis a longo prazo.

A substância endurece dentro do local aplicado como um "cimento", podendo causar complicações pela rejeição do organismo com sequelas irreversíveis. "Uma vez injetado, o PMMA não pode ser retirado, muito diferente de uma prótese de silicone, que pode ser removida a qualquer momento ou a aplicação do ácido hialurônico, preenchimento de maior segurança", explica Lozano.

A bioplastia com PMMA nos glúteos, por exemplo, é feita com a aplicação de injeção intramuscular para que o líquido se espalhe na área e tenha aderência aos músculos. Aí que está o risco, pois nessa região existem muitos vasos sanguíneos, que se atingidos pela substância pode causar trombose, levando a uma embolia pulmonar e até à morte.

Alternativas melhores
"Definitivamente a bioplastia não é o processo mais seguro para se dar volume a qualquer parte do corpo. Este procedimento se popularizou, nos últimos tempos, principalmente pelo baixo custo se comparado a cirurgias plásticas mais seguras e convencionais", conta o médico.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomenda o PMMA apenas em plásticas reparadoras, como em pacientes com AIDS com lipoatrofia facial, que causa a perda da gordura do rosto. De qualquer forma, o médico especialista deve ter extremo controle na quantidade aplicada.

"As próteses de silicone e a lipoescultura com a enxertia da gordura retirada transferida diretamente para os glúteos ou outra região que se deseja conquistar maior volume são as cirurgias mais indicadas", afirma o cirurgião.

O PMMA nunca pode ser utilizado como um substituto do silicone, principalmente para pacientes que buscam a técnica para aplicação nos glúteos, coxas e panturrilhas, porque a dose utilizada nessas regiões é muito maior do que de um simples preenchimento.

Cuidados necessários para um procedimento seguro
É importante ressaltar que para qualquer procedimento invasivo de preenchimento o paciente deve sempre procurar um profissional habilitado e ser avaliado clinicamente. Uma das maneiras de constatar a veracidade e integridade do cirurgião plástico é pesquisar pelo médico diretamente na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pois é possível conferir se ele está registrado no estado onde a pessoa fará o procedimento.

Além disso, é bom prestar atenção no tipo de divulgação que os profissionais fazem de seu trabalho. Publicações com fotos de "antes e depois" e número de seguidores nas redes sociais não são parâmetros para avaliar um profissional, além de tais publicações serem consideradas antiéticas.
A estrutura do local onde será feito o atendimento também deve ser analisada. O procedimento nunca deve ser feito fora de consultório e ambiente hospitalar, além de ser indispensável o alvará da Prefeitura e da Vigilância Sanitária.



Endocrinologista comenta mitos e verdades sobre os diabetes

Da Redação

Dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. Com isso, a endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), Andressa Heimbecher, afirma que o diagnóstico precoce da doença pode evitar complicações. Além disso, ela comenta abaixo alguns mitos que envolvem o diabetes. 

Em 2015, no Brasil, 42% dos diabéticos que morreram tinham menos de 60 anos | Foto: Freepik
"Quanto mais brevemente se controla o diabetes, melhor será a evolução do paciente, com menores complicações crônicas. É importante não deixar de rastrear o diabetes e o pré-diabetes naqueles pacientes com fatores de risco. E uma vez feito o diagnóstico, não se pode retardar o tratamento", afirma Andressa.

O diabetes Tipo 2 está frequentemente associado ao excesso de peso, bem como os casos de pré-diabetes (no Brasil há 11 milhões de pré-diabéticos). E os dados do Ministério da Saúde de 2015, indicam que, no Brasil, 53% da população está acima do peso ideal, sendo 18% os obesos e 35% os indivíduos com sobrepeso.

Confira sete mitos e verdades sobre os diabetes

Mito: comer doce leva ao diabetes. Verdade: para ter diabetes é preciso ter pré-disposição genética à doença e outras associações, como obesidade, sedentarismo e histórico familiar. Portanto, consumir açúcar exclusivamente, não leva à doença. Mas para quem tem diabetes, certamente há necessidade de moderar esse consumo.

Mito: é fácil saber os sinais do diabetes. Verdade: os sintomas do diabetes não são claros e variam de uma pessoa para outra. É importante fazer exames de rotina para saber os fatores de risco e obter diagnóstico preciso.

Mito: é possível curar o diabetes. Verdade: existem vários estudos sérios para achar a cura, mas nada ainda que possa ser afirmado. "Portanto, cuidado com falsas promessas disseminadas na internet", reforça Andressa.

Mito: diabéticos podem ter mais gripes e resfriados. Verdade: não há relação. O que os médicos indicam é que portadores de diabetes tomem a vacina, pois gripes e resfriados costumam dificultar o controle do diabetes, levando a complicações.

Mito: só obesos têm diabetes tipo 2. Verdade: embora o sobrepeso seja um fator, não é causa única. A doença também está associada ao histórico da família e idade. Muitas pessoas consideradas magras também são diabéticas.

Mito: diabéticos não podem comer pães, batata e massas. Verdade: não há restrições, o que se deve fazer é controlar a porção. Isso porque a alimentação saudável é a chave da boa saúde. Os diabéticos que precisam controlar a quantidade de carboidrato ingerida devem ficar atentos aos níveis de glicose, para saber a porção certa desses alimentos a ser ingerida.

Mito: frutas podem ser consumidas sem controle pelos diabéticos. Verdade: depende, pois, embora sejam muito saudáveis, elas contêm carboidratos e, por isso, devem obedecer ao planejamento alimentar e à contagem dos carboidratos.

"Para profissionais de todas as áreas envolvidos no controle da doença, a abordagem multidisciplinar como base de tratamento deve ser sedimentada para alavancar processo de melhora nos níveis glicêmicos. Para o paciente, o entendimento das causas do diabetes e a implementação de uma rotina de mudanças de hábitos de vida é o pilar para todo o tratamento", alerta a endocrinologista.

De acordo com o Atlas da International Diabetes Federation o Brasil tem cerca de mais de 12 milhões de diabéticos. Esse número representa quase 8% da população do nosso país, que é o 4º do mundo em números absolutos de portadores da doença. Globalmente, há 415 milhões de diabéticos, o que corresponde a uma pessoa em cada 11 habitantes.

O diabetes mata precocemente. Em 2015, no Brasil, 42% dos diabéticos que morreram tinham menos de 60 anos. No mesmo ano, 5 milhões de pessoas morreram no mundo por causa do diabetes, mais que a soma dos óbitos causados por AIDS, tuberculose e malária.




Coop promove ações gratuitas de saúde no ABC e interior

Redação Em janeiro, a Coop - Cooperativa de Consumo realizará a primeira edição de 2020 da Blitz da Saúde, programa social voltado aos mo...