terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Mitos e verdades sobre a amamentação

Da Redação

É recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que a alimentação durante os seis primeiros seis meses de vida do bebê seja, exclusivamente, com o leite materno, e que a introdução de outros alimentos ocorra após este período. Principalmente, para as “mães de primeira viagem” é comum surgirem dúvidas sobre o tema, com isso, a consultora de amamentação de Philips Avent, Eneida Souza, listou abaixo alguns mitos e verdades sobre a amamentação.

Até os seis meses de vida, o bebê deve ser alimentado somente pelo leite materno | Foto: divulgação

"A amamentação é um processo que deve ser aprendido já nas primeiras horas de vida do bebê, além de ser um assunto que é rodeado por crenças populares que nem sempre correspondem à realidade e, poucas vezes, são comprovadas cientificamente" reforça Eneida.
O leite materno aumenta o QI: verdade!
Crianças amamentadas com leite materno por mais de um ano têm, na vida adulta, maior quociente de inteligência (QI), escolaridade e renda do que aqueles que não completaram um mês de aleitamento materno. A revelação é de uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas e da Universidade Católica de Pelotas feita com quase 3.500 recém-nascidos, em 2015, e acompanhados por 30 anos.

A criança deve mamar a cada duas ou três horas: mito!
Não há uma regra. A única recomendação é que a mãe ofereça o leite sempre que o bebê sentir fome. Com o passar dos dias alguns bebes vão criando seu próprio horário e é comum quererem mamar a cada duas ou três horas, mas é importante que a mãe não restrinja a amamentação, caso o bebê prefira mamar em um intervalo menor de tempo.

Quanto mais o bebê mamar, mais leite a mãe produz: verdade!
O estímulo é fundamental para a liberação dos hormônios prolactina – que acelera a produção de leite, e ocitocina – que facilita a liberação do leite. O estímulo é muito importante. É recomendado ordenhas manuais ou com bombas extratoras, para auxílio na produção de mais leite.

É preciso revezar os dois seios para amamentar: mito!
O ideal é que o bebê mame à vontade no primeiro seio, promovendo o esvaziamento do mesmo. Isso é importante, porque somente depois de alguns minutos o bebê consegue atingir o leite posterior, uma porção rica em açúcar e gordura que o ajuda a se saciar mais rápido e a ganhar peso. Se ele não chega a essa parte, acaba sentindo fome mais rapidamente e tende a acordar várias vezes ao longo do dia para mamar de novo.

Estresse e ansiedade prejudicam a produção de leite: verdade!
No momento em que a mãe é exposta a uma situação de estresse, a adrenalina é liberada no organismo. O estresse durante a amamentação interfere na produção de prolactina – hormônio que acelera a produção de leite – e, assim, causa a diminuição do leite materno. Mas essa interferência é reversível, ou seja, após a mãe ficar mais tranquila a produção de leite é regularizada.

Algumas mães produzem um leite mais fraco: mito!
Cada mãe produz o leite adequado para as necessidades de seu bebê. Então, se a criança mama regularmente e está ganhando peso, a mãe pode ficar tranquila, pois o bebê estará recebendo os nutrientes necessários para o melhor desenvolvimento.

Amamentar causa perda de peso da mãe: verdade!
A mãe perde aproximadamente de 600 a 800 calorias por dia com a produção de leite, então amamentar causa a perda de peso, mas desde que a mãe mantenha uma dieta balanceada, sem restrição de carboidrato.

Consumir alimentos que contenham glúten e lactose causa cólicas no bebe: mito!
Não existem evidências científicas. A mãe precisa manter uma dieta balanceada sem restrições calóricas, pois ela precisa de energias para a produção do leite. Qualquer restrição alimentar deve ser indicada por um profissional.

As fórmulas atuais são quase como o leite materno: mito!
As fórmulas que existem no mercado não contêm os anticorpos, enzimas e hormônios presentes no leite materno, que são fundamentais para o desenvolvimento da criança. Ao contrário do que se imagina, as fórmulas atuais contêm muito mais alumínio, sódio, magnésio, ferro e proteína mas sem os benefícios e propriedades proporcionadas pela amamentação.

A mãe que tem mamilos invertidos não consegue amamentar: mito!
Os mamilos invertidos devem ser identificados no pré-natal e o profissional deve indicar o uso de conchas a base de silicone para promover a eversão total ou parcial dos mamilos sendo um facilitador para a amamentação. Mas o fato de tê-los não impede a amamentação.



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