sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Psicóloga fala sobre transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Da Redação

Dificuldades de atenção, inquietude e comportamentos impulsivos são alguns dos principais sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), uma condição de origem neurobiológica que pode prejudicar o desenvolvimento social do indivíduo. Já na primeira infância, a criança começa a apresentar dificuldades para se concentrar e controlar impulsos. A psicóloga Thaís Quaranta, pesquisadora e coordenadora do curso TDAH: estratégias educacionais pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Paulo, explica que as pessoas com TDAH sentem dificuldade para controlar sua energia.

O diagnóstico de TDAH não está necessariamente relacionado à capacidade de aprender do indivíduo | Foto: reprodução Instituto Noa
"A criança não consegue ficar quieta e perde o autocontrole", diz. Segundo ela, esses comportamentos impulsivos podem prejudicar a socialização do indivíduo e reduzir seu rendimento na escola ou no trabalho, no caso de adultos que tenham o TDAH. "Às vezes, as outras crianças se irritam, porque o amigo não fica quieto. Nesses casos, a pessoa pode desenvolver até mesmo um quadro de ansiedade ou depressão, pois não tem autocontrole e afasta as demais. Isso pode prejudicar seu rendimento na sala de aula", completa.

O diagnóstico só pode ser fechado por médico especialista (geralmente neurologista ou psiquiatra), incluindo exames, relatórios e avaliações complementares de outros profissionais especializados, como o neuropsicólogo, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e professores. Aos primeiros sinais, os pais devem procurar um especialista no assunto. Em muitos casos, torna-se necessária a administração de psicoestimulantes associada ao acompanhamento terapêutico, para reduzir os impactos negativos na vida do indivíduo.

Thaís explica também que o diagnóstico de TDAH não está necessariamente relacionado à capacidade de aprender do indivíduo. "Essas crianças podem ser muito inteligentes e não apresentar problemas no aprendizado, mas os professores precisam utilizar diferentes estratégias para mantê-las atentas aos conteúdos ensinados e estimulá-las para que se relacionem bem com os outros alunos. Além disso, é necessário que os pais auxiliem os professores no processo educacional, participando das atividades e do dia-a-dia do filho. Devem também estimulá-los em casa e impor regras e limites sobre o que a criança pode ou não fazer", completa.

Com o objetivo de capacitar os educadores, o Instituto de Ensino e Pesquisa da APAE de São Paulo está com inscrições abertas para o curso TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: estratégias educacionais. "Quando o professor está preparado, consegue identificar mais precocemente os sinais do TDAH para orientar os pais a buscarem auxílio de um especialista. Quanto mais cedo se inicia o tratamento, maiores são as chances de reduzir os impactos", comenta Thaís.

O curso, que abordará as características do TDAH e apresentará estratégias para práticas educacionais, será ministrado nos dias 9, 16 e 23 de fevereiro, das 9h às 16h, na sede da APAE DE São Paulo, na Rua Loefgren, 2.109, Vila Clementino (próximo à estação Santa Cruz do metrô). Para mais informações ligue (11) 5080-7007 ou escreva para instituto@apaesp.org.br.



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