quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Olha eu aí! Você já ouviu essa frase do seu filho?

*Por Sandra Padula 

Todas as pessoas têm pontos fortes e pontos fracos na aprendizagem. Podemos ser muito bom em História, contar com detalhes um fato relevante como uma guerra e sermos péssimos em física, mesmo tendo uma fórmula em mãos e não conseguimos aplicá-la.

“Em casa, os pais devem incentivar a criança ou adolescente nos seus estudos”, reforça a psicóloga Sandra | Foto: divulgação 
Éramos brilhantes em Língua Portuguesa, mas um fracasso em línguas estrangeiras como o inglês ou espanhol. Quando nos lembramos de como alunos éramos, hoje como adultos não temos o menor problema em compartilhar com um amigo sobre as nossas deficiências ou até mesmo nossas desventuras, porque apesar delas obtivemos sucesso em alguma área de nossa vida.

O fato é que mesmo com dificuldades essas não interferiram em nossa autoestima ou no nosso desempenho escolar a ponto de “perdermos” o ano letivo.  Ao longo de nossa trajetória, desenvolvemos alguns talentos dos quais nos fortalecia fazendo nos sentir bem e capazes, e assim tínhamos um olhar sobre nós mesmos de que de alguma forma saímos bem em algo.

As crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem sofrem duplamente: suas dificuldades ficam mais evidentes do que o comum, a aquisição de habilidades básicas como leitura e escrita ou matemática sofrem interferências.

Conclusão, seu progresso na vida escolar é sofrível. Essas crianças são, com frequência, brilhantes, criativas, talentosas, queridas pelos colegas e pelos professores, porém infelizmente essas características não bastam para a compreensão dos conteúdos escolares.

Muitos desses alunos se sentem um verdadeiro fracasso. É difícil compreender porque o colega de sala de aula realiza tal tarefa com tanta facilidade e ele não. Acabam se vendo como pessoas incapazes, poucos inteligentes.

Na verdade, as crianças com dificuldades de aprendizagem geralmente, estão lutando em uma ou mais áreas básicas do conhecimento, assim interferindo o processamento adequado de informações como: atenção, percepção visual, processamento da linguagem ou coordenação muscular.

O que tenho observado que essa fragilidade nessas áreas básicas criam grandes obstáculos à aprendizagem, necessitando assim de uma adequação tanto na escola como em casa.

Para superarem as dificuldades de aprendizagem, é muito importante que tanto os pais quanto os alunos compreendam quais áreas básicas do conhecimento estão os déficits. Para juntos construírem uma nova forma de lidar com os problemas que impedem o progresso escolar.

Na escola essas informações são essenciais para a escola determinar as mudanças necessárias na sala de aula para garantir a aprendizagem desse aluno, pois é preciso estabelecer novos objetivos para que essa criança ou adolescente se torne confiante.

Em casa os pais devem incentivar a criança ou adolescente nos seus estudos, explicando que em alguns momentos da vida todos passamos por certas dificuldades e que nesse momento ele “o filho (a)” está vivenciando um desses momentos. É importante estimular a independência e a autonomia em suas atividades diárias, não poupar a criança de suas tarefas, pois ele precisa se sentir capaz.

Em geral, quanto mais à criança ou adolescente reconhece quais são suas dificuldades, em quais áreas básicas do conhecimento não tem domínio do conteúdo, mais fácil se torna a reversão do quadro. Isso oferece ao aluno a possibilidades de planejar estratégias que minimizem suas deficiências e maximizem suas habilidades e talentos.

*Sandra Padula é mestre em Educação, Arte e História da Cultura, psicóloga, pedagoga, neuropsicopedagoga e fundadora do Espaço Diálogos do Saber.

(Conteúdo patrocinado). 


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