sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Cardiologista comenta os sintomas de um infarto

Redação

O infarto do miocárdio, músculo do coração, atinge mais de 17,5 milhões de pessoas no mundo, por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e costuma ser relacionado a dor no peito. Essa dor, porém, não é a única a definir um infarto. Segundo o cardiologista do Hospital 9 de Julho, Marcelo Paiva, mulheres e idosos, por exemplo, podem não ter a dor torácica e serem acometidas pela doença da mesma forma.

Mulheres e idosos podem não ter a dor torácica e serem acometidos pelo infarto | Foto: reprodução

Então, o infarto acontece quando uma artéria que irriga o coração fica obstruída, leva à falta de circulação e à consequente morte das células do órgão. "O reconhecimento dos sintomas relacionados ao infarto é fundamental para o diagnóstico precoce e para o rápido início do tratamento para desobstruir a artéria entupida", destaca Paiva.

Abaixo o especialista listou os principais sintomas de infarto, que sinalizam que é hora de buscar avaliação médica:

Dor no peito
A dor no peito que realmente merece atenção é descrita como uma sensação de aperto do lado esquerdo do tórax, que pode irradiar para o queixo ou braço esquerdo. O cardiologista explica que, a sensação é de queimação e que pode ser confundida com sintomas de refluxo. Caso a dor persista por mais de 20 minutos e estiver associada ao suor frio, palidez e enjoo, deve-se procurar um médico.


Tontura 
Não é um sintoma comum, mas acontece em alguns casos pela baixa oxigenação no cérebro, ocasionada pelo batimento irregular do coração. Segundo Paiva, é um sintoma que deve ser avaliado em conjunto com outros problemas.

Palpitação 
É o sintoma da arritmia cardíaca, que pode acontecer durante um infarto. Para o cardiologista, esse sintoma costuma vir associado a fraquezas e dificuldades respiratórias.

Falta de ar 
O mesmo comprometimento dos pulmões que causa a tosse também pode causar aquela dificuldade para respirar, com a sensação de respiração encurtada e falta de ar.

É importante reforçar que nenhum sintoma deve ser avaliado de forma isolada. Uma tontura, por exemplo, pode estar associada a um caso de labirintite e não a um infarto.

Segundo Paiva, quem apresentar algum dos sintomas relacionados e tiver fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo ou histórico familiar, deve procurar um médico.

 "O tempo é o maior inimigo nestes casos, quanto mais rápido o paciente procurar atendimento, melhor será para definir e tratar o infarto", alerta Paiva. 

Além disso, é essencial se manter saudável, com a prática de exercícios físicos e uma alimentação equilibrada, para prevenir doenças cardiovasculares e ter mais qualidade de vida.

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