sexta-feira, 8 de março de 2019

Veterinária explica os sintomas da raiva

Da Redação

A raiva é o nome de uma doença perigosa para cães e seres humanos. A doença nos animais deve ser prevenida com vacina. Contudo, a veterinária Livia Romeiro, do Vet Quality Centro Veterinário 24h, alerta a seguir para os primeiros sintomas da raiva animal é destaca que, se for o caso, é preciso providenciar o tratamento urgentemente.

No Brasil, anualmente é realizada campanha de vacinação gratuita contra a raiva | Foto: reprodução
A doença é considerada uma zoonose, pois é transmitida entre mamíferos, como cães, gatos, morcegos e humanos. Embora seja um problema em todo o mundo, está praticamente erradicada no Brasil, com apenas 25 casos de raiva humana entre 2010 e 2017, segundo o Ministério da Saúde. 

Como é transmitida muitas vezes pela saliva contida na mordida de um animal doente, a raiva recebeu esse nome, mas também pode ser causada pelo contato com sangue e secreções. Os principais transmissores são animais silvestres, que contaminam os pets de forma acidental.
Trata-se de uma doença viral que pode demorar para se manifestar em cachorros e apresenta algumas fases. Na maioria das vezes, é fatal. Para salvar a vida do animal, é preciso conhecer os sintomas e as formas de prevenção.

Sintomas da raiva canina
Os sintomas aparecem entre 10 dias e 6 semanas, após o cão contrair o vírus da raiva, mas variam conforme o tipo da doença. A raiva furiosa é o tipo mais comum.

O sinal mais evidente dessa variação da doença é a mudança repentina de comportamento do peludo. Ele pode apresentar agressividade, tristeza ou cansaço em excesso, que vão variando conforme as fases da doença avançam. Além disso, animais com raiva salivam muito e apresentam paralisia.
Na primeira fase da doença, chamada de prodômica e que tem duração de um a três dias, o pet tende a se esconder em locais escuros, a ficar agitado repentinamente, a latir muito, a ser desobediente e a comer tudo o que vê pela frente.

A fase seguinte dura um dia e é aquela na qual a agressividade se manifesta com mais intensidade. O cão pode atacar seu tutor, outros animais e até mesmo se automutilar, provocando ferimentos. Ele também para de comer e de beber água e saliva muito.

A terceira e última fase da doença é a mais crítica, pois o cachorro começa a sofrer convulsões generalizadas e entra em estado paralítico. Em até 48 horas, ele morrerá.

Na raiva muda, a diferença é que a segunda fase da doença, de maior agitação e agressividade, não ocorre. O cão fica mais calmo e deprimido, não come e não bebe, mas em pouco tempo sofrerá com as convulsões e paralisias.

Já os sintomas da raiva intestinal, que é a mais rara de todas, são bem diferentes. O pet não apresenta uma mudança brusca de comportamento, mas passa a ter vômitos e cólicas frequentes até a morte, que acontece em apenas três dias.

A prevenção é obrigatória
Não existem tratamentos conhecidos para a raiva e sua consequência é uma só: a morte. A única forma de prevenir essa doença fatal é com a vacinação.

A vacina antirrábica deve ser administrada pela primeira vez na clínica veterinária quando ele ainda for um filhote, por volta dos três meses de vida. Após isto os cães precisam ser vacinados anualmente.

No Brasil, todos os anos é feita a campanha de vacinação gratuita nas cidades. Ela ocorre em agosto, considerado “o mês do cachorro louco”, em vários pontos estratégicos das cidades. É de responsabilidade do tutor ficar atento à programação!

As vacinas para evitar os sintomas da raiva também podem ser encontradas em qualquer época do ano nas clínicas veterinárias particulares.

“Além disso, é essencial tomar alguns cuidados com o seu pet. Ele não deve ter livre acesso à rua e, sempre que sair, você deve colocar a coleira e a guia para poder controlá-lo. Se o seu pet frequenta creches e parques, confira se os animais que estão no local estão devidamente vacinados”, afirma Livia.

A raiva em humanos
A doença também pode ser fatal para os humanos, embora existam tratamentos alternativos e experimentais bem-sucedidos.

O vírus da raiva atinge os seres humanos quando eles são mordidos por animais contaminados, como um cão que está passando pela segunda fase da raiva furiosa.

Assim, o principal risco são os cachorros de rua, que nem sempre têm acesso ao acompanhamento veterinário, e os que vivem em área rural, que têm contato com os animais silvestres que também transmitem a doença. Por isso, tome cuidado ao brincar ou fazer carinho em animais desconhecidos!
Se o ser humano for mordido por um cão, este deve procurar obter informações sobre o animal para saber se há suspeitas de raiva. Em caso positivo, informar às autoridades de controle de animais para que o cachorro seja capturado e isolado.

Além disso, a pessoa deve procurar imediatamente um hospital. No local, o ferimento será tratado e serão realizados exames para confirmar a presença do vírus da raiva. O paciente também receberá uma série de vacinas preventivas por alguns dias e um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva (HRIG) para evitar o desenvolvimento da doença. O tratamento deve ser seguido à risca.
Uma pessoa com raiva humana que não recebe tratamento adequado raramente sobrevive. A morte é ocasionada por insuficiência respiratória e acontece em apenas sete dias após o aparecimento dos sintomas.

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