terça-feira, 9 de abril de 2019

Dermatologista comenta o surgimento de pintas vermelhas e manchas marrons pelo corpo

Redação

A pele, por estar exposta, é a primeira a mostrar os sinais do tempo, não apenas por meio de rugas e flacidez, mas também com o surgimento de pintas, manchas ou pequenas elevações que apresentam cores que vão do castanho claro até os tons avermelhados. O dermatologista José Jabur, da Altacasa Clínica Médica e chefe do setor de cirurgia dermatológica da Santa Casa de São Paulo, comenta essas alterações na pele.

Exposição solar consciente é essencial para cuidar da pele, afirma o dermatologista José Jabur | Foto: reprodução
Pintas vermelhas
“Depois dos 30 anos, podem aparecer essas “pintas vermelhas” no corpo, chamadas de Nevo Rubi. São pequenas, com 1 a 4 milímetros e, geralmente, bem vermelhas. Não há dor, coceira e nenhum incômodo para as pessoas, fora a questão estética”, explica o dermatologista.

Embora a coloração das pintas assuste, são lesões benignas que, segundo o especialista, permanecem em geral com tamanho estável. Na maioria dos casos, há uma correlação genética, com história familiar positiva para a presença de tais lesões. Elas também podem surgir durante a gestação, por conta das alterações hormonais.

Não é possível evitar o surgimento das pintinhas vermelhas. “Mas é possível tratar quando há algum incômodo estético, ou por causa de atrito na área onde está localizada. Caso o paciente deseje tratar, recomendamos a eletrocauterização, tratamento a laser ou até retirada cirúrgica, procedimento realizado pelo dermatologista”, esclarece Jabur.

As pintas vermelhas não costumam indicar nada grave, mas se aparecerem subitamente e em grande quantidade ou se for maior que seis milímetros, crescer ou mudar de cor, é bom consultar um dermatologista.

Manchas nas mãos
Depois dos 40 anos também podem aparecer, segundo o médico, “manchas acastanhadas ou escuras nas mãos – melanoses solares – que são consequência do fotoenvelhecimento, processo provocado pelo excesso de exposição ao sol, ao longo da vida. Outros tipos de marcas na pele, como as ceratoses, por exemplo, também podem surgir”, ressalta o especialista

Embora apareçam no corpo inteiro, as melanoses são mais comuns nas áreas expostas ao sol como, por exemplo, colo, braços, ombros, rosto e mãos.

Apesar de os casos serem mais comuns em pessoas com mais de 40 ou 50 anos, não significa que os jovens estão livres dos pontinhos vermelhos ou amarronzados.  “Podem até surgir em pacientes jovens, especialmente aqueles que “abusaram” do sol na infância e juventude; porém são mais comuns depois dos 40 anos”, ressalta o especialista.

Como a principal causa das manchas é a exposição solar, fica o alerta. É preciso atenção para possíveis modificações ou aumento das pintas e manchas, que podem evoluir para o câncer de pele. Por isso, Jabur aconselha a consulta a um dermatologista regularmente para exames detalhados dos sinais e manchas do corpo.

As lesões malignas mais comuns são os carcinomas, mais frequentes em pessoas com mais de 60 anos e pele clara. “Se pararmos para pensar, quase sempre conhecemos alguém mais idoso que já teve um carcinoma basocelular ou espinocelular e precisou operar”, explica o dermatologista, que complementa: “O carcinoma basocelular é o câncer mais frequente no mundo”.

Como prevenir as manchas
A melhor forma de prevenir as melanoses é “praticar uma exposição solar consciente. Reconhecer que a exposição solar excessiva pode sim trazer resultados indesejados no médio e longo”, afirma o especialista. Outros cuidados necessários são o uso de dermocosméticos hidratantes, a fim de preservar a integridade da barreira cutânea, além de antioxidantes e antiglicantes, que evitam o processo de envelhecimento precoce da pele.


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